Após perder pênaltis na eliminação do Brasil para a Noruega e em disputa que tirou o Arsenal diante do Fleetwood, Bruno Guimarães disse que vai rever sua forma de cobrança. Ele garante que a confiança segue e quer transformar os erros em aprendizado.
Bruno Guimarães reconheceu que precisa mudar a sua maneira de cobrar pênaltis após dois erros que marcaram a temporada. O meio-campista desperdiçou uma cobrança na eliminação do Brasil para a Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, e voltou a errar em uma disputa de pênaltis que resultou na eliminação do Arsenal diante do Fleetwood, equipe da quarta divisão inglesa.
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Em entrevista, o jogador admitiu que as cobranças recentes não funcionaram e afirmou que pretende modificar a técnica. Mesmo assim, ressaltou que os erros não diminuem sua confiança e que quer usar as experiências para evoluir.
As duas cobranças perdidas apresentaram semelhanças: tanto contra a Noruega quanto diante do Fleetwood, Bruno finalizou na meia altura, no canto esquerdo do goleiro. Na Copa do Mundo, o brasileiro teve a oportunidade de abrir o placar aos 13 minutos do primeiro tempo, após Matheus Cunha sofrer um pênalti; entretanto, Nyland defendeu a cobrança e a Noruega venceu por 2 a 1, eliminando a Seleção Brasileira.
Quase quatro meses depois, o meio-campista repetiu o erro na disputa por pênaltis contra o Fleetwood, pela Copa da Liga Inglesa, e o Arsenal acabou eliminado por uma equipe da quarta divisão. Diante da repetição, Bruno reconheceu a necessidade de mudar sua abordagem nas cobranças.
“Eu tentava bater de uma maneira, tentei na Copa e tentei aqui, já vi que não dá certo. Sou humilde o suficiente para reconhecer que eu tenho que melhorar, que tenho de mudar a maneira de bater”.
O jogador também destacou que os erros não devem comprometer a sua confiança como atleta.
“Isso não afeta em nada o jogador que eu sou, a pessoa que eu sou”.
Antes do Mundial, Bruno chegava com retrospecto positivo nas cobranças: havia cobrado oito pênaltis na carreira e desperdiçado apenas um. Os dois recentes desperdícios contrastam com esse desempenho anterior, o que levou o meio-campista a enfatizar a necessidade de intensificar a preparação para situações decisivas.
“Bato três, quatro pênaltis por dia. É algo que quero me preparar para, caso aconteça novamente, não deixar meus companheiros desamparados”.
O jogador citou ainda exemplos de grandes nomes que também passaram por momentos parecidos em Copas do Mundo ao lembrar cobranças perdidas por outros atacantes.
“O Messi e Mbappé perderam pênaltis na Copa. A gente não gosta que aconteça. O que eu tenho que fazer é trabalhar mais para, quando surgir outra oportunidade, eu ir lá e não desperdiçar”.
Bruno admitiu que insistir na mesma técnica pode aumentar as dificuldades e que já pensa em alterar o procedimento.
“Já tenho na minha cabeça que, do jeito que estava batendo, não devo seguir”.
Os dois pênaltis perdidos aconteceram em momentos decisivos da temporada: primeiro contribuíram para a eliminação do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo e, depois, estiveram diretamente ligados à queda do Arsenal na Copa da Liga Inglesa. O meio-campista afirmou que não pretende permitir que os episódios prejudiquem seu desempenho nas próximas partidas.
“Os desafios não param e, se eu me deixar levar, só vou para baixo. Tenho de virar isso, aprender, amadurecer com os erros”.
O próximo compromisso do meio-campista será neste domingo (1º de novembro), quando o Arsenal enfrentará o Liverpool, às 13h30, pelo horário de Brasília. A partida representa uma oportunidade para o jogador voltar a concentrar as atenções em seu desempenho dentro de campo, enquanto trabalha para recuperar a confiança nas cobranças de pênalti.

