O Flamengo assegurou nesta semana a posse definitiva do terreno do Gasômetro, na região central do Rio, etapa considerada decisiva para a construção de seu futuro estádio. A liberação veio após o Conselho Curador do FGTS aprovar o termo de conciliação que ajusta o equilíbrio financeiro da desapropriação da área.
No leilão realizado em julho de 2024, o clube desembolsou R$ 138,1 milhões à vista. Revisões técnicas posteriores acrescentaram R$ 23,6 milhões ao custo, valor que será pago em cinco anos com correção monetária. A decisão do FGTS, formalizada na última quinta-feira, permite ao Rubro-Negro seguir com os próximos trâmites legais e operacionais.
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Investimento e prazos revistos
Estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) ajustou o custo total da obra para R$ 2,66 bilhões, considerando inflação e atualização de insumos. A diretoria atual, porém, trabalha para reduzir o investimento a cerca de R$ 2,2 bilhões, abaixo da estimativa anterior de R$ 3,1 bilhões.
O plano prevê que o estádio fique pronto a partir de 2034, com possibilidade de conclusão em 2036 caso ocorram atrasos externos. A previsão original, feita pela gestão passada, apontava 2029, mas foi descartada após a revisão dos custos.
Próximos passos
No curto prazo, o Flamengo concentrará esforços no remanejamento da rede da Naturgy junto à Prefeitura, além da demolição e limpeza do terreno – responsabilidades diretas do clube. Ainda faltam a aprovação legislativa das CPACs e a assinatura do termo definitivo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a Caixa Econômica Federal e a Prefeitura do Rio de Janeiro.
Concluídas essas etapas, o projeto executivo do estádio será elaborado, aproximando o Rubro-Negro do antigo sonho de erguer sua própria arena.

