Com foco na recuperação de atletas e economia em fretamentos, clube carioca estuda aquisição de aeronave personalizada para otimizar viagens nacionais e internacionais.
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O Flamengo deu mais um passo para se distanciar dos rivais no quesito infraestrutura. Em entrevista recente, o presidente BAP confirmou que o clube estuda seriamente a aquisição de uma aeronave própria para operar a partir do segundo semestre de 2026. A ideia não é apenas um “luxo”, mas uma decisão baseada em números: o clube gasta anualmente dezenas de milhões de reais com fretamentos de voos para a Libertadores, Copa do Brasil e Brasileirão.
A estratégia visa dois pilares principais: fisiologia e finanças. Com um avião customizado, o departamento médico pode iniciar o processo de recuperação dos atletas imediatamente após os jogos, ainda no ar, com equipamentos específicos e alimentação controlada. Além disso, a aeronave permitiria flexibilidade total de horários, evitando esperas em aeroportos e escalas desnecessárias, o que reduz o desgaste físico acumulado durante a temporada maratona do futebol brasileiro.
Diferente do modelo do Palmeiras, onde a aeronave pertence a uma empresa da presidente, o Flamengo estuda uma estrutura onde o ativo pertença ao clube ou a um fundo de investimentos específico, podendo inclusive ser alugado para outros clubes ou empresas quando não estiver sendo utilizado pelo time profissional. “Queremos autonomia total. Em um calendário onde jogamos a cada três dias, ganhar quatro ou cinco horas de descanso faz a diferença entre um título e uma lesão”, afirmou BAP.

