O Flamengo decidiu permanecer na Liga do Futebol Brasileiro (Libra) e vai insistir em mudanças no modelo de distribuição dos direitos de televisão firmados pelo bloco. A posição foi apresentada pelo presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, em reunião com conselheiros na noite de terça-feira (8).
Disputa pelos 30% de audiência
A Libra assinou com a Globo um contrato válido até 2029 que garante R$ 1,17 bilhão por ano, além de variação atrelada ao canal Première. O valor está dividido em:
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- 40% de forma igualitária entre os clubes da Série A;
- 30% conforme a classificação no campeonato;
- 30% de acordo com audiência.
É justamente essa última fatia que gera divergência. Os demais integrantes da Libra defendem cálculo simples, baseado no percentual de audiência de cada equipe. O Flamengo, porém, sustenta que o contrato prevê um cálculo ponderado pela contribuição de cada plataforma (TV aberta, TV paga e streaming) às receitas totais, algo ainda não definido.
Argumento sobre assembleia irregular
Além da discordância técnica, o clube carioca questiona a validade da assembleia da Libra que aprovou o critério atual. Segundo o Flamengo, a convocação foi alterada durante a própria reunião e não houve unanimidade no registro da decisão.
Composição da Libra
A liga é formada por Atlético-MG, Bahia, Brusque, Ferroviária, Flamengo, Grêmio, Guarani, Palmeiras, Paysandu, Red Bull Bragantino, Remo, Santos, São Paulo, Vitória e Volta Redonda. O Vitória já anunciou saída para a Liga Forte União (LFU), mas a mudança só terá efeito a partir de 2030.
Para ingressar na LFU, os clubes venderam percentuais de seus direitos de TV até 2074 a investidores liderados pela Life Capital Partners (LCP) e pela XP Investimentos. No caso do Vitória, foram negociados 15%; a maior parte dos demais sócios alienou 10% anteriormente.
Com a decisão de não deixar a Libra, o Flamengo continua pressionando por uma nova metodologia que, na avaliação da diretoria, poderá aumentar sua fatia nas receitas de transmissão.

