No Parc des Princes, PSG encara um Monaco em alta: Filipe Luís soma 4 vitórias e a equipe é líder, com duas partidas sem sofrer gols. É o primeiro grande teste do treinador no futebol europeu.
O Parc des Princes será palco, nesta sexta-feira (4), de um encontro que vai além da terceira rodada da Ligue 1. De um lado está o Paris Saint-Germain, atual campeão francês e bicampeão consecutivo da Champions League, que manteve boa parte da estrutura que o transformou em uma das equipes mais dominantes da Europa. Do outro, chega o Monaco, líder da Ligue 1, com seis pontos em duas rodadas e dois jogos sem sofrer gols, comandado por Filipe Luís, que soma quatro vitórias em quatro partidas desde sua chegada.
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O teste que o duelo representa
O cenário cria um primeiro grande teste para o novo treinador no futebol europeu. O destaque não é apenas o número de resultados positivos alcançados pelo Monaco, mas a velocidade com que ideias e princípios de jogo começaram a aparecer em campo. Filipe Luís trouxe conceitos que usou no Flamengo — posse, pressão alta, ocupação agressiva dos espaços e recuperação rápida da bola — e vem adaptando isso ao novo elenco e às particularidades do futebol francês.
Mesmo reconhecendo que a reprodução exata do modelo do Flamengo é limitada pelas características dos jogadores do Monaco, alguns fundamentos se mantêm. O treinador prioriza uma equipe agressiva com a bola, que saiba ocupar o campo ofensivo e pressione assim que perder a posse, mas também percebeu a necessidade de estabelecer uma base defensiva confiável antes de ampliar o risco ofensivo.
Os números de Filipe Luís como treinador
Os números citados no histórico de Filipe Luís reforçam a proposta: em 2025, o Flamengo teve 59,3% de posse média, recuperou 298 bolas no campo adversário e marcou 16 gols após recuperações no último terço. No Monaco, os resultados recentes mostram duas vitórias na Ligue 1 e avanços na Conference League que ajudaram a compor o bom início.
O triunfo por 2 a 0 sobre o Olympique de Marseille ilustra bem a ideia implantada. O Monaco não precisou dominar a posse para controlar a partida; soube pressionar, proteger espaços e escolher os momentos de aceleração. Quando Paris Brunner esteve em boas condições, o atacante resolveu com dois gols, assumindo papel que vai além da finalização: ele também integra a primeira linha de pressão e ajuda a dificultar a saída de bola adversária.
“Gosto de treinadores corajosos e que amam jogar futebol”, disse Luis Enrique, que enfrentou Filipe Luís na final da Copa Intercontinental de 2025. Ao saber da ida do treinador ao Principado, comentou ainda que aquilo representaria “um problema a mais” na Ligue 1.
Com o palco montado no Parc des Princes e características já visíveis no Monaco, a partida terá importância para medir até que ponto Filipe Luís conseguiu imprimir identidade ao time e como o PSG reagirá ao primeiro grande teste da temporada.
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