O boxe perdeu uma de suas jovens promessas nesta quarta-feira, 8, com a morte de Arturo Gatti Jr., de 17 anos, filho do ex-bicampeão mundial canadense Arturo Gatti (1972-2009). O adolescente foi encontrado sem vida em um apartamento na capital mexicana, onde passava alguns dias com a mãe, Amanda Rodrigues, ex-esposa do lutador.
Treinava para disputar os Jogos Olímpicos
Radicado no México, Gatti Jr. dedicava-se intensamente aos treinamentos de boxe, sonhando com uma vaga olímpica antes de migrar para o profissional. Nas redes sociais, o jovem exibia rotinas de exercícios e fotos ao lado de lendas do esporte, entre elas Mike Tyson, com quem chegou a dividir sessões de sparring.
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Investigação em curso
A família confirmou a morte à emissora canadense TVA Nouvelle, mas a causa ainda não foi divulgada oficialmente pelas autoridades mexicanas. A polícia abriu inquérito para esclarecer as circunstâncias e, por enquanto, não há detalhes sobre possíveis suspeitas ou hipóteses.
Tragédia repetida na família
O falecimento ocorre pouco mais de 16 anos após a morte do pai, considerado um dos maiores nomes do boxe canadense. Em julho de 2009, Arturo Gatti foi encontrado morto em um flat em Porto de Galinhas (PE) quando o filho tinha apenas dez meses. O caso começou como investigação de homicídio, com Amanda Rodrigues detida como principal suspeita, mas laudos oficiais apontaram suicídio. A família contestou o resultado com peritos particulares, e o processo acabou arquivado.
Legado de Arturo Gatti
Conhecido pelo estilo agressivo e pelas batalhas contra Micky Ward, o ex-pugilista somou 40 vitórias, sendo 31 por nocaute, e conquistou os cinturões super-pena (IBF) e super-leve (WBC). Em 2013, entrou para o International Boxing Hall of Fame.
Enquanto aguardam esclarecimentos sobre a morte de Gatti Jr., familiares pedem respeito ao luto. Nas redes sociais, fãs e nomes do boxe mundial rendem homenagens ao jovem e relembram o legado dos Gatti.

