O Botafogo recebeu, nesta segunda-feira (11), uma nova punição da Fifa que impede o clube de registrar atletas por prazo indeterminado. A sanção foi motivada por uma dívida decorrente da contratação de Thiago Almada junto ao Atlanta United, dos Estados Unidos.
Dívida por Thiago Almada motivou nova punição
O débito com o Atlanta United decorre do atraso no pagamento de parcelas acertadas na contratação de Thiago Almada. Em fevereiro, o clube efetuou um pagamento à vista de US$ 10 milhões para suspender uma punição anterior, mas não manteve o cronograma estabelecido para as parcelas seguintes. Segundo a imprensa, o clube deixou de pagar a segunda parcela e o acordo prevê multa em caso de descumprimento dos prazos.
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John Textor, proprietário da SAF do Botafogo, tentou renegociar diretamente com dirigentes do clube norte-americano na tentativa de evitar uma ação imediata na Fifa, mas as tratativas não impediram a aplicação da nova sanção. O clube também aguarda que a Fifa reconheça os efeitos da recuperação judicial e suspenda temporariamente as punições, pedido que ainda não teve decisão favorável.
Botafogo já acumula três transfer bans
Essa é a terceira restrição do tipo imposta ao clube em curto espaço de tempo. Em 20 de abril, a Fifa havia punido o Botafogo pela dívida com o Ludogorets, da Bulgária, relacionada à contratação do atacante Rwan Cruz, negociação avaliada em 8 milhões de euros. Em 7 de maio, outra sanção foi aplicada por pendência financeira com o New York City FC, referente à contratação do uruguaio Santi Rodríguez, em um acordo de US$ 5 milhões.
Com a ação sobre a dívida com o Atlanta United, o clube passa a ter três transfer bans ativos simultaneamente.
Dívida bilionária aumenta pressão nos bastidores
O balanço de 2025 trouxe números que colocam ainda mais pressão sobre a diretoria. Segundo o clube, a SAF possui cerca de R$ 1,1 bilhão a pagar apenas em valores relacionados à contratação de jogadores. Ao mesmo tempo, o Botafogo registrou faturamento bruto recorde de R$ 1,44 bilhão, com aproximadamente R$ 733 milhões provenientes da venda de atletas.
Apesar da alta arrecadação, o clube enfrenta dificuldade em equilibrar o fluxo de caixa e honrar compromissos, situação evidenciada pela sequência de punições da Fifa.
John Textor tenta reorganizar o clube
Nos bastidores, John Textor trabalha para reorganizar as contas do clube e reduzir os impactos esportivos das sanções. O empresário acredita que a recuperação judicial pode oferecer proteção temporária diante das cobranças internacionais. Enquanto isso, a impossibilidade de registrar reforços pode afetar o planejamento do elenco para a sequência da temporada e aumenta a cobrança interna por maior controle financeiro.

