Quem joga a Série B em 2026 receberá a mesma quantia de televisão. Após assembleia realizada em 9 de fevereiro, a Forte Futebol União (FFU) decidiu alinhar os valores pagos aos 18 filiados aos montantes acertados por Náutico e São Bernardo com a Rede Globo. Cada um dos 20 participantes passará a ter direito a R$ 14,9 milhões líquidos de cota de transmissão, mais R$ 3 milhões de custeio bancado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), totalizando R$ 17,9 milhões por clube.
Como o impasse começou
Náutico e São Bernardo eram os únicos sem contrato de mídia para 2026. Intermediada pela CBF, a negociação com a Globo fechou em 2 de fevereiro, garantindo repasse superior ao previsto no acordo coletivo da FFU com o Grupo Disney (cota bruta de R$ 12 milhões e sem auxílio de despesas).
📖 Leia Também
O contraste gerou reação imediata. Durante o conselho técnico da Série B, em 3 de fevereiro, a CBF apresentou o Programa de Apoio à Reestruturação Financeira de Clubes da Série B (PARF-B), que condiciona o custeio de viagens, hospedagens, alimentação e arbitragem ao cumprimento de obrigações como salários em dia.
Reajuste e nota de reivindicações
No primeiro momento, a FFU elevou a quantia destinada aos filiados para R$ 15 milhões (somando cota e custeio). O valor, entretanto, ainda ficou abaixo do patamar da Globo, mantendo a insatisfação de equipes como Sport, CRB, Ceará e Fortaleza, que publicaram nota com 11 questionamentos e sinalizaram possível ação judicial.
Decisão final
A pressão levou a nova assembleia com representantes das Séries A e B, culminando na equiparação das cotas. Segundo comunicado da liga, o entendimento “garantiu a equidade dos valores recebidos por clubes da Série B fora da FFU”.
Impacto financeiro
A mudança eleva o repasse global da segunda divisão para R$ 298 milhões em cotas fixas, além de R$ 60 milhões em custeio. Só para os 18 integrantes da FFU, o acréscimo chega a R$ 88 milhões, passando de R$ 180 milhões para R$ 268 milhões.
Nova divisão de receitas a partir de 2027
O documento também prevê redistribuição de faturamento a partir de 2027: 85% das receitas da liga irão para os clubes da Série A e 15% para os da Série B. Em 2025, primeiro ano de operação da FFU na elite, os contratos com Record, Globo, Premiere, Cazé TV e Amazon renderam R$ 1,7 bilhão; se aplicado o novo índice, a Segundona teria direito a R$ 255 milhões.
Próximos passos na TV aberta
A FFU ainda não confirmou qual emissora exibirá a Série B de 2026 em sinal aberto. Em 2025, a competição foi transmitida pela RedeTV!. Já Náutico e São Bernardo, fora da liga, têm exibição garantida pela Globo.
Evolução das cotas fixas da Série B
• 2021: R$ 8,0 milhões
• 2022: R$ 8,0 milhões
• 2023: R$ 10,5 milhões
• 2024: R$ 11,5 milhões
• 2025: R$ 12,7 milhões
• 2026: R$ 14,9 milhões
Na edição de 2026, a Segunda Divisão contará com cinco clubes do Nordeste: Ceará, CRB, Fortaleza, Náutico e Sport.

