O domingo, 30 de novembro, foi marcado por uma grande celebração rubro-negra na cidade do Rio de Janeiro. Torcedores do Flamengo tomaram as ruas para festejar a conquista do quarto título da Libertadores.
No centro da capital fluminense, a aglomeração foi a maior. A estimativa oficial apontou 200 mil pessoas, enquanto flamenguistas alegaram que o número chegou a 1 milhão. Em meio à festa, a taça conquistada em Lima — danificada ainda no Peru — foi exibida já remendada.
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Moradores de comunidades como os Complexos da Penha e do Alemão, recentemente palco de operações policiais, participaram ativamente das comemorações. A presença majoritária da população negra foi destacada pela colunista Milly Lacombe, que relacionou o clube à histórica “geral” do Maracanã — setor popular hoje inexistente após a modernização do estádio.
Segundo Lacombe, a elitização do futebol afastou os torcedores de baixa renda do Maracanã, transformando o estádio em espaço frequentado principalmente por setores mais abastados. A colunista classificou o processo de encarecimento dos ingressos como “racista” e afirmou que o antigo ambiente popular do estádio não existe mais.
A comemoração nas ruas, de acordo com o texto, escancarou o contraste entre o Flamengo que ocupa a cidade em dias de festa e o público que costuma frequentar o Maracanã em partidas regulares. Lacombe ainda citou o cronista Nelson Rodrigues para ilustrar a dimensão da torcida, reforçando que, em dias como o de domingo, os números oficiais se tornam menos relevantes diante da emoção popular.
O relato conclui que a mobilização nas ruas revelou a quem o clube pertence de fato, ao mesmo tempo em que expôs as barreiras econômicas que limitam o acesso de grande parte da torcida ao principal palco do futebol carioca.


