Guilherme Bellintani, figura central na transição do Bahia para o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), compartilha suas impressões sobre os primeiros anos da Lei da SAF no Brasil. Em entrevista, o ex-presidente do Tricolor, que concretizou a venda de 90% da SAF do clube ao Grupo City em 2022, considera que ainda é cedo para afirmar que o modelo está totalmente consolidado, prevendo ajustes e evolução nos próximos anos.
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Desde que deixou a presidência do Bahia, Bellintani tem se dedicado à sua plataforma multiclubes, a Squadra Sports, que já administra cinco clubes, incluindo Londrina e Linense, e negocia a aquisição de um sexto em Portugal. O empresário não esconde a ambição de transformar seu grupo no maior exportador de jogadores do Brasil. Ele observa que o movimento das SAFs tem incentivado outros clubes, mesmo aqueles inicialmente reticentes, a buscarem novas formas de organização para se manterem competitivos.
Para Bellintani, o cenário do futebol brasileiro tem passado por uma transformação interessante com a implementação das SAFs, mas ainda demanda tempo para que se possa avaliar completamente o impacto e a consolidação desse modelo. Ele acredita que os próximos anos serão cruciais para definir o futuro do futebol nacional sob essa nova estrutura jurídica e administrativa.

