O ex-goleiro Bruno Fernandes esteve nesta segunda-feira (11) na Vara de Execuções Penais (VEP) do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para atualizar dados e formalizar o benefício de livramento condicional concedido em janeiro de 2023. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou que “tudo está esclarecido”.
Prazo judicial
Bruno foi intimado pela VEP na última semana e recebeu cinco dias para se apresentar, sob pena de expedição de mandado de prisão. A Vara alegou que todas as intimações anteriores enviadas ao ex-jogador retornaram sem êxito.
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No depoimento gravado, o ex-atleta disse ter ido ao Patronato de Neves, em São Gonçalo, onde também confirmou que seus registros estavam atualizados.
Decisão e defesa
Ao renovar o prazo para comparecimento, o juiz responsável determinou a interrupção do cumprimento da pena entre a data da concessão do benefício e sua oficialização. Os advogados de Bruno contestam a medida, argumentando que o cliente comparece mensalmente ao patronato para assinar o boletim de monitoramento e “vem cumprindo todas as condições impostas”. A defesa pretende pedir a revogação da interrupção.
Condenação e progressões
Bruno foi condenado em 2013 a 23 anos e 1 mês de prisão pelo homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver de Eliza Samudio, desaparecida em junho de 2010. Em 2019, obteve progressão para o regime semiaberto e, desde janeiro de 2023, cumpre liberdade condicional.
O processo criminal segue sem localização do corpo da vítima.


