Derrota por 2 a 0 para o Tottenham deixou o Chelsea com 15 gols em oito rodadas, pior entre os nove primeiros. Nos seis jogos sem Moisés Caicedo o time sofreu 12 gols; com ele como titular, apenas 3 em três partidas.
A derrota por 2 a 0 para o Tottenham, neste sábado (24), deixou o Chelsea com 15 gols sofridos em oito rodadas da Premier League. Foi a pior marca entre os nove primeiros colocados e a terceira mais alta de toda a competição, num quadro que aumentou a pressão sobre a equipe de Xabi Alonso.
📖 Leia Também
Um recorte estatístico ajuda a dimensionar as dificuldades defensivas: nos seis jogos em que Moisés Caicedo esteve ausente, o Chelsea sofreu 12 gols. Nas três partidas em que o volante começou como titular, o time sofreu apenas três gols (média de um por jogo); sem ele, a média subiu para dois gols por jogo. Caicedo havia disputado apenas quatro partidas em todas as competições na temporada por problemas físicos.
Em setembro, Xabi Alonso chegou a reconhecer que havia antecipado o retorno do jogador e que isso provocara uma piora na situação do clube. Desde então, a busca por soluções defensivas sem depender da presença do equatoriano virou um desafio recorrente para a comissão técnica.
O ex-lateral Tony Dorigo, que disputou 164 partidas pelo Chelsea, apontou que a responsabilidade pelos gols sofridos não é exclusiva dos defensores e cobrou postura coletiva no momento de ataque e de perda da bola.
“É um jogo coletivo e eles precisam defender desde o ataque. Não dá para colocar isso apenas nos defensores.”
“Mais concentração da defesa e mais trabalho dos atacantes e meio-campistas para voltar atrás da bola vão ajudar, porque isso impede o adversário de criar chances.”
Os números reforçaram a preocupação: em sete dos dez jogos disputados na temporada, considerando todas as competições, o Chelsea sofreu ao menos dois gols. Contra o Tottenham, o jovem goleiro Mike Penders agravou a situação ao marcar contra após falhar na saída de um escanteio.
A situação da retaguarda também chama atenção pela falta de experiência: Penders tem 21 anos e atua atrás de uma linha defensiva cuja idade não ultrapassava os 26 anos. Maxence Lacroix era o mais experiente do setor. O goleiro Emiliano Martínez, contratado para trazer segurança à meta, seguia afastado após uma cirurgia na mandíbula.
Mesmo jogadores experientes não tinham garantido resultados melhores: nas quatro primeiras rodadas com Reece James em campo, o Chelsea sofrera nove gols, indicador de que as dificuldades ultrapassavam ausências pontuais.
O retorno de Caicedo poderia devolver proteção ao meio-campo, mas não eliminaria a necessidade de ajustes coletivos. A análise apontou que Alonso precisava reduzir os espaços entre as linhas e aprimorar a reação da equipe à perda da bola. Sem essas correções, a defesa tenderia a seguir vulnerável mesmo quando os atletas mais importantes estivessem disponíveis.

