O CENTCOM diz que os EUA bombardearam posições iranianas após tentativas de atacar bases americanas no Iraque e na Arábia Saudita. Ofensivas conjuntas com a Arábia Saudita também atingiram a milícia FMP, reacendendo tensões.
Os Estados Unidos lançaram novos ataques contra o Irã, conforme informações do Comando Central americano (CENTCOM), responsável pela supervisão da área. Os bombardeios são uma resposta a tentativas iranianas de atingir bases americanas na região, especialmente no Iraque e na Arábia Saudita.
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A nova onda de ataques reacendeu as tensões após um período de relativa calmaria. Forças americanas e sauditas realizaram ofensivas conjuntas contra a milícia FMP (Forças de Mobilização Popular), uma organização que reúne grupos xiitas com forte influência política em Bagdá e vínculos estreitos com a Guarda Revolucionária iraniana.
Washington e Riad acusam a FMP de realizar ataques com drones contra instalações petrolíferas e energéticas sauditas. A retaliação conjunta resultou na morte de pelo menos 20 pessoas, de acordo com informações da própria milícia.
Em resposta aos ataques, o Irã lançou mísseis contra a Jordânia, mirando bases americanas, sendo que o governo local informou ter conseguido interceptar cinco projéteis. No Egito, drones atacaram navios americanos em um terminal de gás, um país que não havia sido alvo de ataques até então no conflito regional.
O cenário tenso fez com que o preço do petróleo disparasse, com o barril do tipo Brent subindo mais de 7%, fechando a US$ 90,63. O tráfego de navios na região continua prejudicado, com 37 embarcações passando pelo Estreito de Bab al-Mandeb e 14 pelo Estreito de Ormuz.
Analistas expressam preocupação em relação aos limites das capacidades militares americanas. A quantidade de armamentos, incluindo equipamentos de defesa aérea, diminuiu após meses de bombardeios contra o Irã. Uma escassez de mísseis pode comprometer a atuação americana em outras regiões do mundo.
“Escalar é amplificar a guerra aérea e a destruição de infraestrutura, mas não vai além disso, no sentido de uma tropa terrestre no terreno”, avaliou um especialista militar.
As questões internas dos Estados Unidos também são um fator importante a ser considerado. Uma pesquisa revelou que 73% da população acredita que o presidente não está priorizando os problemas reais do país, algo considerado extraordinário em um cenário político tão dividido entre republicanos e democratas.
O especialista acrescentou que, enquanto o Irã continua a aumentar o custo do conflito, a melhor alternativa para os EUA seria estabilizar o Estreito de Ormuz, permitindo a retomada da navegação sem que isso represente uma humilhação estratégica visível.
Além disso, observou-se que o Irã, pela primeira vez, tomou a iniciativa ao atacar antes dos Estados Unidos. O objetivo seria conquistar a dominância sobre o Estreito de Ormuz e o Golfo Pérsico.
Por fim, países árabes do Golfo começaram a questionar a eficácia da proteção americana, o que levou a concessões, como um acordo nuclear com a Arábia Saudita. No entanto, a exigência de normalização das relações com Israel complicou as negociações.

