A Espanha tropeçou na abertura do Grupo H e agora precisa reagir. Valverde, eleito melhor em campo, promete postura ofensiva nos 90 minutos do próximo duelo.
Ninguém imaginava que o Grupo H da Copa do Mundo de 2026 ficasse tão embolado após a primeira rodada. Espanha e Uruguai, considerados os favoritos da chave, não conseguiram vencer seus duelos contra Cabo Verde e Arábia Saudita, respectivamente. O Uruguai, sob o comando de Marcelo Bielsa, iniciou o jogo em desvantagem, mas voltou a campo na segunda etapa com uma postura diferente, quase conseguindo a virada.
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No empate em 1 a 1, Federico Valverde foi eleito o melhor em campo e, em entrevista à Fifa, comentou sobre a conversa com o treinador após o resultado insatisfatório. “A mensagem do nosso treinador foi que fizemos um grande segundo tempo. Foi justamente aquilo que havíamos trabalhado. No segundo tempo, nos sentimos muito mais confortáveis e conseguimos desfrutar mais do jogo”, afirmou Valverde.
O jogador também destacou a importância de manter a intensidade: “Sabíamos que estávamos fazendo o nosso futebol: pressionando, empurrando o adversário para trás, finalizando ao gol e pressionando sempre no campo rival. É dessa forma que nos sentimos confortáveis”. Bielsa, por sua vez, enfatizou que a atuação do segundo tempo precisa ser replicada desde o primeiro até o último minuto na próxima partida.
No próximo domingo, dia 21, em Miami, o Uruguai enfrentará Cabo Verde, que surpreendeu ao empatar em 0 a 0 com a Espanha, com uma destacada atuação do goleiro Vozinha. Valverde declarou que a equipe pretende repetir a pressão do segundo tempo contra a Arábia Saudita: “Vamos tentar fazer contra Cabo Verde o mesmo que fizemos no segundo tempo diante da Arábia Saudita. Queremos pressionar alto, impedir que eles saiam do próprio campo, impor o nosso jogo, atacar pelos lados, explorar os espaços atrás dos meio-campistas adversários e finalizar bastante. Queremos mantê-los sob pressão durante os 90 minutos”.
Apesar de não serem considerados favoritos ao título, Valverde acredita que o Uruguai, bicampeão do mundo, pode conquistar o troféu novamente. “A esperança continua intacta. Nosso objetivo sempre foi o mais alto possível: conquistar a Copa do Mundo. Também somos muito autocríticos. Não apenas eu, mas todo o elenco entende que o primeiro tempo da estreia não pode se repetir. Temos uma grande equipe e qualidade suficiente para jogar como fizemos no segundo tempo. Contamos com 25 jogadores em excelente nível e estamos trabalhando para garantir que aquilo não volte a acontecer”.



