O jovem atacante do Real Madrid tem tido participações limitadas na Copa do Mundo. Gol marcado contra o Haiti foi anulado por impedimento, aumentando a cobrança sobre o técnico italiano.
Carlo Ancelotti vive sob pressão como qualquer treinador da seleção brasileira. O italiano é frequentemente questionado sobre a presença de Endrick no time titular. Apesar de ter convocado o jovem atacante do Real Madrid para a disputa do Mundial, sua utilização tem sido limitada até o momento.
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A estreia de Endrick na Copa do Mundo ocorreu na vitória por 3 a 0 contra o Haiti, durante a segunda rodada do torneio. O jogador entrou na metade do segundo tempo, substituindo Matheus Cunha. Embora tenha balançado as redes, seu gol foi anulado por impedimento.
As críticas a Ancelotti pela pouca utilização de Endrick não são recentes. Mesmo as boas atuações do atleta contra o Lyon, na última temporada, não foram suficientes para garantir mais minutos em campo. Desde o empate em 1 a 1 contra o Marrocos, parte da torcida começou a clamar por mais tempo de jogo para o garoto. Na estreia da Canarinha no Mundial, ficou evidente a necessidade de uma alternativa ofensiva.
“Carlo Ancelotti nunca confiou no potencial de Endrick. Não fez isso no Real Madrid e agora repete a postura na Seleção Brasileira. A relação entre os dois começa a ser questionada no Brasil, onde muitos não entendem por que o atacante foi levado para a Copa do Mundo apenas para ficar no banco de reservas”, escreveu o jornal espanhol “Sport”.
Questionado sobre a escassa utilização do jovem, Ancelotti destacou o perfil tranquilo de Endrick. Segundo o técnico, o atleta nunca teve problemas públicos com seus treinadores e demonstra respeito por seus companheiros, especialmente pelo próprio Ancelotti.
“Ele tem paciência. Não tem pressa. É muito maduro para a idade que tem. Esse é um aspecto muito importante. A família dele, que está próxima, também é muito paciente”, afirmou o italiano em coletiva.
Você pode gostarPatrocinado · MGIDDe acordo com informações do portal “UOL”, o principal motivo para a baixa utilização de Endrick é a exigência tática imposta por Ancelotti. O treinador deseja que o jogador exerça mais pressão na saída de bola adversária. Embora Endrick cumpra essa função, não o faz com a regularidade desejada. Outros jogadores, que também não desempenham a tarefa perfeitamente, possuem mais hierarquia no grupo.
No período em que atuaram juntos no Real Madrid, Endrick foi titular em apenas oito dos 62 jogos comandados por Ancelotti. Apesar da escassez de oportunidades, o brasileiro marcou sete gols em 852 minutos em campo. Para muitos, a avaliação de um atacante é baseada principalmente em gols, e nesse aspecto, Endrick cumpriu sua função.
Apesar dos bons números, Ancelotti nunca utilizou o ex-palmeirense com regularidade no Real Madrid. Após sua passagem pelo Lyon, Endrick retornará ao gigante espanhol em busca de mais protagonismo. Enquanto isso, ele tentará convencer Ancelotti de que pode contribuir mais para a seleção brasileira, que encerrará sua participação na fase de grupos da Copa do Mundo contra a Escócia na próxima quarta-feira (24), às 19h (horário de Brasília).
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