São Paulo, 16 de março de 2026 – A agente brasileira Rafaela Pimenta, 53 anos, incluída na lista “Forbes 50 Over 50 Global 2026”, afirmou em entrevista à ESPN que a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, sofre ataques motivados por machismo e que a prática de calotes a empresários não se restringe ao Brasil.
Defesa a Leila Pereira
Pimenta disse acreditar que o gênero pesa nas críticas direcionadas à dirigente alviverde. “Tenho certeza absoluta de que uma das pedras usadas para atacar a Leila é o fato de ela ser mulher”, declarou. A empresária citou como exemplo um episódio em que Pereira ironizou questionamentos sobre o avião particular do clube: “Ela simplesmente põe o pé no salto, olha e fala o que quer e tchau”. Segundo Pimenta, essa postura demonstra maturidade para lidar com o preconceito em um ambiente historicamente dominado por homens.
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Calotes no mercado da bola
Com passagens por negociações de alto impacto, entre elas a transferência de Erling Haaland do Borussia Dortmund para o Manchester City por 60 milhões de euros (cerca de R$ 324 milhões na época), a agente revelou que ainda não recebeu pagamentos de transações concluídas anos atrás. “Não seria justo dizer que o calote é exclusividade do Brasil, porque não é”, ressaltou.
Pimenta relatou ter ouvido de dirigentes europeus que contratos seriam descumpridos mesmo antes de assinados. “Por que passamos tanto tempo escrevendo se sei que vocês não vão pagar?”, recordou ter questionado em reuniões.
Dificuldades para acionar clubes
Segundo a empresária, agentes representam o elo mais frágil nas negociações porque, após a conclusão da transferência, clubes e atletas “não precisam mais da gente”. Ela explicou que processar uma equipe pode fechar portas no futuro: “É uma decisão muito difícil. Tenho uma lista de calotes aqui e tenho certeza de que vai continuar assim”.


Imagem: ser mulher
No Brasil, litígios semelhantes ganham espaço, como as ações movidas pelo agente André Cury contra o Corinthians desde 2024 por comissões não pagas
