O período de férias dos tenistas revelou uma série de novidades para o tênis brasileiro, principalmente no circuito de duplas. A principal delas é o reencontro entre Luísa Stefani e a canadense Gabriela Dabrowski, atual número 10 do mundo e bicampeã de Grand Slam em Nova York.
Stefani e Dabrowski já haviam formado uma parceria vitoriosa em 2021, com título em Montreal, vice-campeonato em Cincinnati e semifinal no US Open, interrompida pela lesão no joelho da paulista. No retorno, em 2022, levantaram o troféu de Chennai, mas se separaram pouco depois. Agora, ambas afirmam iniciar uma fase mais madura: Dabrowski, 33 anos, disputou 2023 ao lado da neozelandesa Erin Routliffe e alcançou o Finals de Riad, onde foi superada justamente por Stefani e Timea Babos. A húngara confirmou que fará um calendário reduzido em 2026, encerrando a parceria com a brasileira.
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Duplas 100% nacionais
No masculino, também houve mudanças significativas. Rafael Matos voltará a atuar com o conterrâneo gaúcho Orlando Luz. Campeões do ATP 250 de Bastad em 2023, eles ocupam atualmente as posições 42 e 58 do ranking, somando 100 pontos, pontuação que garante vaga nos Grand Slams e chance de entrar nos Masters 1000. Ambos seguem trabalhando com o técnico Franco Ferreiro.
Outra novidade é a união de Marcelo Melo e Fernando Romboli. Romboli, número 40 do mundo aos 36 anos, encerrou o ciclo com o australiano John-Patrick Smith e aposta na experiência de Melo, 45º colocado e 41 anos, para formar um time competitivo. A soma de rankings da dupla (85) é melhor que a de Matos e Luz.
Calendário de estreia
Todas as novas parcerias têm estreia prevista para o começo de janeiro, em um torneio preparatório ainda não definido, seguido pelo Australian Open. Após Melbourne, os homens devem permanecer na América do Sul para a série de eventos no saibro, enquanto Stefani tende a seguir para o Oriente Médio, que inclui Abu Dhabi, Doha e Dubai.


