Campinas (SP), 13 – Capitão do tetracampeonato mundial em 1994, Dunga declarou, em entrevista ao jornal espanhol As, que enxerga traços comuns entre o estilo de jogo defendido por Carlo Ancelotti na atual Seleção Brasileira e o modelo adotado pelo grupo vencedor nos Estados Unidos há quase três décadas.
“O Brasil apresenta hoje um perfil mais europeu, algo que também tínhamos em 1994”, afirmou o ex-volante, que recentemente ingressou no Salão da Fama do Futebol no México. Segundo ele, alinhar mentalidade e objetivo de todo o elenco é decisivo para a conquista de uma Copa do Mundo, competição em que não existe “amanhã” para corrigir erros.
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Jogadores na Europa e preservação da identidade
Dunga relembrou que, antes da Copa de 1994, boa parte do elenco também atuava no futebol europeu. Para o ex-jogador, essa condição não impediu o grupo de manter a essência brasileira. “Assim como o mexicano que permanece ligado à sua cultura mesmo longe do país, o brasileiro segue carregando sua natureza dentro de campo”, comentou.
Experiência como técnico
Com duas passagens pelo comando da Seleção – incluindo a participação no Mundial de 2010, na África do Sul –, Dunga ressaltou que um ambiente vencedor depende de atuação coletiva e de decisões acertadas. “Se todos souberem o que fazer, o Brasil encontrará soluções. Na Copa, será preciso enfrentar os melhores e superá-los”, disse.
Futebol como superação
O ex-capitão destacou ainda que o futebol no país é encarado como meio de driblar dificuldades cotidianas. “O DNA do nosso futebol é superar adversidades. A maioria dos atletas vem de condições desfavoráveis e transforma o jogo em forma de expressão”, concluiu.

