Novak Djokovic volta à Rod Laver Arena na próxima segunda-feira para enfrentar o espanhol Pedro Martinez e dar início à sua 21ª participação no Australian Open, torneio em que já levantou o troféu dez vezes.
Quarto colocado no ranking, o sérvio de 38 anos chegou a preocupar na última semana: abandonou o ATP de Adelaide, sentiu fortes dores no pescoço durante um treino em Melbourne e deixou a quadra antes do previsto. Dois dias depois, porém, venceu o norte-americano Frances Tiafoe em exibição, sinalizando recuperação.
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Confiança intacta
“Sou grato por ter mais uma chance, principalmente aqui, onde conquistei dez títulos de Grand Slam e costumo chegar às fases finais”, afirmou Djokovic, semifinalista do torneio em 2024. “Quando estou saudável e todas as peças do quebra-cabeça se encaixam, sei que posso vencer qualquer adversário. Se não acreditasse nisso, não estaria aqui.”
Alcaraz e Sinner como referência
O ex-líder do ranking reconhece o domínio de Carlos Alcaraz e Jannik Sinner no circuito, mas garante que continua competitivo. “Ainda tenho muita vontade de vencer. Entendo que Sinner e Alcaraz estão em um nível diferente no momento, mas isso não significa que os demais não tenham chances. Sempre vejo oportunidades, especialmente neste torneio.”
Desafios físicos e retrospecto recente
No Australian Open do ano passado, Djokovic superou uma lesão na coxa, bateu Alcaraz e alcançou as quartas de final. Ele recordou a edição de 2012, quando, aos 24 anos, precisou de cinco horas para derrotar Andy Murray e, depois, de seis horas para superar Rafael Nadal na decisão. “Hoje preciso de um pouco mais de energia nas pernas para competir com essa nova geração nas fases finais”, admitiu. “Em 2025 dei meu máximo e os desafiei em três dos quatro Grand Slam, perdendo apenas para Sinner ou Alcaraz. Eles merecem todo o reconhecimento.”
Rumo ao 25º troféu de Major
Questionado sobre a possibilidade de alcançar o 25º título de Grand Slam, Djokovic prefere valorizar o que já conquistou. “Fala-se muito sobre o número 25, mas tento focar nos 24 que tenho. Claro que espero chegar lá, porém 24 não é um número ruim. Preciso lembrar da carreira incrível que tive.”
Djokovic estreia na madrugada de segunda para terça-feira (horário local), buscando manter a hegemonia em Melbourne e seguir na disputa pelos maiores títulos do circuito.

