Novak Djokovic informou nesta segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, que está se desligando por completo da Professional Tennis Players Association (PTPA), organização criada por ele em agosto de 2020 ao lado do canadense Vasek Pospisil e do norte-americano John Isner.
Em comunicado publicado nas redes sociais, o sérvio declarou ter tomado a decisão após “contínuas preocupações sobre transparência, governança e a forma como minha voz e minha imagem vêm sendo representadas”. Djokovic acrescentou que a atual direção da entidade “já não se alinha” aos seus valores e que, a partir de agora, pretende concentrar-se no tênis, na família e em outras formas de contribuir com o esporte.
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Fundação e conflitos internos
A PTPA surgiu em agosto de 2020, quando Djokovic ainda presidia o Conselho de Jogadores da ATP. A criação ocorreu em meio a disputas políticas dentro do circuito, especialmente após o retorno de Roger Federer e Rafael Nadal ao conselho, fato que reduziu a influência do sérvio nas decisões da ATP.
Em março de 2025, a PTPA entrou com um processo contra ATP, WTA, ITF e os quatro torneios de Grand Slam, alegando colusão para restringir a premiação paga aos atletas e questionando o calendário considerado “insustentável”. Djokovic, porém, optou por não assinar a ação, sinalizando o primeiro distanciamento público em relação ao grupo.
Consequências na estrutura do tênis
Com o afastamento do campeão de 24 títulos de Grand Slam, a PTPA perde seu principal nome de projeção internacional. A entidade, que se apresentava como alternativa às atuais estruturas de governança do tênis, passa a conduzir o processo judicial sem o apoio de seu fundador de maior destaque.
Djokovic finalizou o anúncio desejando “o melhor aos jogadores e a todos os envolvidos” na PTPA, mas afirmou que considera “encerrado” esse capítulo de sua carreira fora das quadras.


