Uma disputa entre três grupos de empresários provocou o bloqueio judicial de parte da comissão relacionada à transferência do atacante Henrique Carmo, do São Paulo para o CSKA Moscou, concluída em setembro por 6 milhões de euros.
Quem são os envolvidos
A ação foi movida pela Rosa Golden, empresa do agente Jorge Rosa, que diz ter auxiliado o atleta desde 2019, quando ele tinha 13 anos, fornecendo chuteiras, ajuda de custo e vale-transporte. Em 2021, segundo a empresa, foi firmado contrato de representação com assinatura da família.
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Posteriormente, o jogador passou a ser disputado por outros empresários, entre eles Wagner Ribeiro, conhecido por trabalhos com Neymar, Robinho e Kaká, e a agência LG Esportes. A família de Henrique optou por assinar com Ribeiro e a LG.
Bloqueio de 20% da comissão
Antes mesmo da negociação com o CSKA, em julho, a Rosa Golden recorreu à Justiça paulista alegando ter fechado verbalmente com Ribeiro e LG o direito a 20% de todos os valores de intermediação em eventual venda. Embora as minutas não tenham sido assinadas, a empresa pediu que essa fatia fosse retida.
A Vara Cível determinou que o São Paulo deposite em juízo 20% do montante destinado a intermediários. O bloqueio não atinge a parte do clube na transação; apenas as comissões de agentes foram afetadas.
Recurso dos outros representantes
Wagner Ribeiro e LG Esportes contestam a decisão. Eles afirmam que nunca houve acordo verbal ou formal sobre o repasse, pois as negociações teriam sido encerradas sem consenso. O recurso ainda não foi apreciado pelo Tribunal de Justiça.
Enquanto a disputa segue, Henrique Carmo, que fez apenas sete partidas pelo time profissional tricolor antes da venda, já integra o elenco do CSKA Moscou.


