Rio de Janeiro (RJ) – Gustavo Feijó, diretor de futebol masculino da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), classificou como “deselegantes, preconceituosas e desnecessárias” as críticas feitas por Emerson Leão e Oswaldo de Oliveira à presença de treinadores estrangeiros no país. As declarações ocorreram ontem, durante o 2º Fórum Brasileiro de Treinadores, na sede da entidade, que contou com a participação de Carlo Ancelotti.
Posicionamento da CBF
Por meio de publicação no Instagram, Feijó afirmou que o Brasil deve receber profissionais de fora “da mesma forma que os brasileiros são acolhidos no exterior”. Segundo ele, opiniões divergentes são parte do debate, mas discursos discriminatórios não ajudam na “reconstrução e valorização” do futebol nacional.
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Falas de Leão e Oswaldo
Em seu pronunciamento no evento, Emerson Leão declarou que “não gosta de treinador estrangeiro” trabalhando no país e atribuiu a chegada de técnicos de fora a falhas dos próprios profissionais brasileiros. Na sequência, Oswaldo de Oliveira disse preferir comandantes nacionais, porém considerou “inevitável” que a seleção seja dirigida por um estrangeiro, torcendo para que Ancelotti assuma o cargo e, depois de conquistar títulos, abra espaço novamente para um brasileiro.
Ancelotti, que estava no palco e chegou a ser homenageado, ouviu as declarações sem se manifestar.
Repercussão
A CBF considerou as críticas inadequadas, especialmente porque a entidade cedeu sua sede e convidou o treinador italiano para o fórum. Após o episódio, Alfredo Sampaio, diretor da Federação Brasileira de Treinadores de Futebol (FBTF), repudiou publicamente as palavras de Oswaldo de Oliveira e, posteriormente, a federação divulgou nota oficial.
Nota da FBTF
No comunicado, a FBTF afirmou que “o futebol não tem fronteiras”, elogiou o currículo de Ancelotti e classificou como inadmissível qualquer tentativa de desqualificar colegas de profissão. A entidade lamentou o constrangimento gerado, pediu desculpas ao presidente da CBF, Samir Xaud, e reforçou o respeito ao técnico italiano.
O fórum, criado para promover o diálogo entre treinadores, acabou marcado pelo atrito em torno da presença de profissionais estrangeiros no mercado brasileiro.


