Dia Mundial de Combate ao Sedentarismo chama atenção para risco de doenças crônicas

Dia Mundial de Combate ao Sedentarismo chama atenção para risco de doenças crônicas

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O Dia Mundial de Combate ao Sedentarismo, lembrado em 10 de março, reforça o alerta sobre as consequências da falta de atividade física. O profissional de Educação Física Luiz Fernando Lukas destaca que o sedentarismo está ligado a enfermidades como infarto, diabetes, obesidade, hipertensão, acidente vascular cerebral e alguns tipos de câncer, além de afetar a saúde mental e favorecer quadros de ansiedade e depressão.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), um terço dos adultos no planeta não realiza atividade física suficiente, cenário que provoca cerca de cinco milhões de mortes por ano. Caso nada mude, a projeção da entidade indica que quase 500 milhões de pessoas poderão desenvolver doenças associadas à inatividade física até 2030.

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Brasil lidera sedentarismo na América Latina

O Brasil figura como o país mais sedentário da América Latina e ocupa a quinta posição no ranking mundial. Estima-se que 300 mil brasileiros morram anualmente em decorrência de doenças relacionadas à falta de exercício. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 47% dos adultos do país são sedentários. Entre os jovens, a situação é ainda mais preocupante: 84% não praticam atividade física em níveis adequados.

Recomendações e mudanças de hábito

A OMS recomenda que adultos somem pelo menos 150 minutos de atividade física por semana, enquanto crianças e adolescentes precisam de 60 minutos diários. Lukas ressalta que pequenas alterações na rotina, como caminhar 30 minutos por dia, levantar-se a cada hora para se alongar, beber água regularmente, reduzir o tempo diante de telas e optar por deslocamentos ativos, já geram benefícios como melhora da circulação, controle do peso, redução da pressão arterial, sono de melhor qualidade e aumento do bem-estar físico e mental.

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“Movimento é prevenção, saúde e autonomia. Cuidar do corpo hoje garante mais energia e qualidade de vida no futuro”, conclui o especialista.

 

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