Os duplistas gaúchos Marcelo Demoliner, 34 anos, e Orlando Luz, 27, decidiram atuar juntos na reta final de 2025 e já colhem resultados expressivos. Em sete challengers disputados na Europa e na América do Sul, a parceria conquistou três títulos – Valência, Braga e, na semana passada, Lima – além de uma semifinal em Lisboa.
O bom desempenho impulsionou o ranking da dupla. Demoliner saltou da 88ª para a 77ª posição, enquanto Luz avançou do 59º para o 57º lugar. A meta agora é reunir pontos suficientes para entrar nos principais torneios do circuito, inclusive o Australian Open de janeiro.
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Encaixe técnico e planos
Durante o challenger da Costa do Sauípe, onde pararam nas quartas de final, os brasileiros explicaram que o entrosamento foi fundamental para a rápida evolução. Demoliner destaca sua presença na rede, enquanto Luz se considera mais sólido no fundo da quadra, combinação que, segundo eles, “encaixa muito bem”.
A parceria foi formalizada no vestiário do US Open, quando ambos buscavam um companheiro fixo para 2025. Apesar da eliminação na estreia do primeiro torneio juntos, o entendimento cresceu rapidamente e se traduziu nos troféus seguintes.
Calendário e desafio do ranking
Com o atual somatório de pontos, a dupla tem chance de disputar Grand Slams, porém ainda encontra dificuldades para entrar em ATP 250 e 500. Caso necessário, os dois admitem se inscrever separados em algumas semanas para elevar o ranking individual, mas reforçam o compromisso de manter o projeto a longo prazo.
Até o fim da temporada, o foco permanecerá nos challengers, com o objetivo de garantir uma posição confortável na abertura do calendário de 2026. “A Austrália é o grande objetivo”, resumiu Demoliner.
Orlando Luz lembra que vitórias em torneios maiores não apenas rendem pontos, mas também aumentam a confiança. “Os títulos trazem tranquilidade para começar a próxima semana”, afirmou o canhoto, que este ano chegou às quartas de final de Roland Garros atuando ao lado do croata Ivan Dodig.
Já Demoliner, prestes a completar 20 temporadas no circuito, ressalta a necessidade de um calendário bem planejado para sul-americanos, que enfrentam longas viagens e poucas oportunidades perto de casa.
Com o trio de troféus e rankings mais próximos, a dupla brasileira encerra 2025 confiante de que poderá dar o salto para o nível ATP a partir de janeiro.


