O atacante foi decisivo na goleada por 3 a 0 sobre o Haiti, na Filadélfia. Com Ancelotti no comando, Cunha vive a melhor fase da carreira e se torna protagonista da Seleção.
Matheus Cunha teve uma atuação decisiva na vitória da Seleção Brasileira sobre o Haiti por 3 a 0, marcando dois gols e consolidando-se como a camisa 9 da equipe na Copa do Mundo. O atacante, que vem recebendo elogios pela sua versatilidade, destacou-se como um dos protagonistas do jogo realizado na Filadélfia, uma das noites mais memoráveis de sua carreira.
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Com a escolha do técnico Carlo Ancelotti, Cunha foi fundamental para abrir espaços no ataque e conduzir o Brasil à vitória. O jogador também aproveitou a oportunidade para trazer ao cenário da Copa uma celebração que se tornou popular na Inglaterra, simulando a ação de surfar, um de seus hobbies favoritos.
Nascido em João Pessoa, na Paraíba, Cunha começou a surfar durante férias no Rio Grande do Norte, onde conheceu o campeão mundial Ítalo Ferreira. Desde então, o surf se tornou uma forma de relaxar e recarregar as energias antes dos desafios nos campos de futebol. “O surfe apareceu na minha vida em um momento de lazer e descanso. Desde então, tomei gosto pelo esporte e procuro sempre praticar nos meus momentos de lazer”, afirmou Cunha.
“Foi uma situação que aconteceu de maneira natural e hoje posso dizer que faz parte da minha vida e dia a dia. Fiz alguns amigos surfando que estou sempre em contato. Um deles é o Ítalo. Nos falamos constantemente e quando ele está nas águas ligo a TV para torcer.”
A amizade entre Cunha e Ferreira não se limita apenas ao surfe. Ambos conquistaram a medalha de ouro nas Olimpíadas de Tóquio-2020, um feito que impulsionou a carreira do atacante na Seleção. Ferreira, que participou recentemente da etapa brasileira do WSL em Saquarema, celebrou os gols do amigo e prometeu: “Estou devendo as pranchas, já pedi as medidas para ele. O moleque brilhou. Desejo muita sorte para ele durante essa jornada e a gente vai fazer uma bateria em breve na piscina de ondas.”
Desde sua primeira convocação pela Seleção em setembro de 2021, Cunha acumulou 25 jogos e três gols. Sua comemoração de surfe só foi utilizada na partida contra o Haiti, enquanto em um jogo anterior, em março de 2025, ele correu para reiniciar o jogo após marcar contra a Argentina.
“Levo o surf também pro campo em minhas comemorações. Considero o surf um momento de preparo para estar no meu melhor em campo.”
A trajetória esportiva de Cunha teve um ponto de virada na temporada 2024/25, quando atuou pelo Wolverhampton, marcando 18 gols e 6 assistências, o que resultou em sua transferência para o Manchester United por R$ 480 milhões. Na sua primeira temporada no United, ele já anotou 10 gols e 2 assistências na Premier League.
Agora, com o Brasil se preparando para enfrentar a Escócia nesta terça-feira, às 19h (de Brasília), na terceira rodada do Grupo C, Cunha será uma peça chave. A Seleção, com quatro pontos e três gols de saldo, busca a vitória para garantir a liderança do grupo, dependendo também do resultado entre Marrocos e Haiti.



