Cristiano Dresch diz que o clube recusou ofertas de casas de apostas e seguirá sem patrocinador máster na frente da camisa. O Dourado tem usado o espaço para ações do agronegócio, como a mensagem 'Movido a Etanol'.
O Cuiabá segue sem um patrocinador máster na parte frontal da camisa desde o fim do último contrato, encerrado no início de 2025, e mantém a decisão de não trabalhar com empresas de apostas esportivas. Segundo o presidente Cristiano Dresch, propostas e tratativas envolvendo o segmento foram recebidas pelo clube, mas o Dourado optou por não associar a marca a esse mercado.
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O clube tem deixado o espaço principal do uniforme livre para ações pontuais e iniciativas de divulgação. Em partida contra o Goiás, pela Série B, o uniforme do Cuiabá exibiu a mensagem “Movido a Etanol”, ação ligada ao agronegócio do estado que integra a estratégia para aproximar o clube de patrocinadores do setor.
Em entrevista, Dresch afirmou que antigos patrocinadores do clube chegaram a condicionar contratos à não celebração de acordos com empresas de apostas. O dirigente justificou a posição do clube por entender o segmento de apostas como danoso à sociedade.
“Eu nunca concordei com esse segmento, eu acho esse segmento criminoso. As bets exploram as pessoas, causam suicídios e destroem famílias. Nossos patrocinadores lá atrás já nos exigiram que a gente não firmasse contrato com as bets. Tomamos uma decisão acertada”
O Cuiabá tem buscado estreitar laços com o agronegócio como alternativa para o principal espaço comercial da camisa. O objetivo é valorizar produtos locais, como o etanol, e atrair patrocínios alinhados ao perfil econômico de Mato Grosso.
“Estamos desenvolvendo uma campanha de divulgação de um dos maiores produtos que a gente faz aqui no Mato Grosso, que é o etanol. A gente está buscando uma aproximação com o segmento do agro”
Sobre a gestão financeira, o presidente relatou que o clube iniciou a temporada com uma folha salarial em torno de R$ 500 mil, seguindo um planejamento para equilibrar receitas e despesas. Dresch apontou que as receitas do Cuiabá vêm de direitos de transmissão, patrocínios e, especialmente, negociações de jogadores. A expectativa divulgada é encerrar o ano com cerca de R$ 30 milhões em receitas provenientes de vendas de atletas.
“Os patrocínios atuais do Cuiabá não são valores baixos, são valores importantes dentro do nosso orçamento. O Cuiabá consegue se manter com as receitas, que são a televisão, os patrocínios da camisa e a venda de atletas. Este ano devemos encerrar com R$ 30 milhões no caixa de jogadores que nós vendemos. Então, esse orçamento a gente consegue fechar a conta”
Apesar do controle das despesas correntes, o clube ainda necessita administrar compromissos financeiros herdados do período em que disputava a Série A do Campeonato Brasileiro. Entre as pendências mencionadas está a dívida com o técnico português Petit, que comandou a equipe em 2024 e gerou um transfer ban imposto pela Fifa, impedindo o registro de novos jogadores enquanto a obrigação não for regularizada.
“O nosso problema ainda são algumas heranças que a gente está pagando desde a Série A. Esse caso do Petit é uma herança da Série A. Temos alguns jogadores ainda que têm algumas parcelas da Série A que a gente está pagando”
Agenda
25ª rodada — Série B
- Jogo: Botafogo-SP x Cuiabá — Quando: neste sábado (29), às 18h30 — Local: Arena Nicnet, Ribeirão Preto
O clube segue com a prioridade de manter o equilíbrio financeiro enquanto busca novas parcerias comerciais que se alinhem à postura adotada pela diretoria.
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