O CSA foi eliminado após empatar sem gols com o Nacional-AM no Rei Pelé, confirmando a derrota por 3 a 1 na Arena da Amazônia. Moacir Júnior reconheceu erros na reta decisiva e se desculpou com a torcida.
Maceió, AL, 04/09/2026 — O clima foi de frustração no CSA após o empate sem gols com o Nacional-AM, nesta quinta-feira, no Estádio Rei Pelé. O resultado confirmou a eliminação da equipe alagoana na disputa pelo acesso à Série C de 2027, já que o time havia perdido por 3 a 1 no primeiro confronto, realizado na Arena da Amazônia.
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O que a queda representa para o CSA
Com a queda, o CSA terá que disputar novamente a Série D na próxima temporada. Após a partida, o técnico Moacir Júnior falou sobre a campanha, reconheceu os erros cometidos na reta decisiva e pediu desculpas ao torcedor pela não conquista do objetivo principal.
O treinador iniciou a entrevista destacando a frustração pelo desfecho de um trabalho que durou cinco meses e lembrou a expectativa criada ao longo da campanha.
O desabafo do treinador
“Com extrema chateação que eu venho aqui falar de um objetivo não alcançado, um trabalho duro, árduo, que desenvolvemos durante esses cinco meses, e agora o produto final não foi aquele que a gente, até quando chegou, colocamos o CSA dentre essas seis equipes, diante da sua grandeza, e também para ter, obviamente, um discurso otimista e positivo diante daquilo que nós construiríamos. Então, realmente, um trabalho que nos credenciou a chegar em dois mata-matas.”
Responsável pelas decisões técnicas ao longo da temporada, o treinador assumiu parte da responsabilidade pelas escolhas feitas nas fases decisivas e admitiu que a equipe não aproveitou as oportunidades para alcançar a vaga.
“Mas, infelizmente, nós não conseguimos, falhamos, e eu faço aqui a mea-culpa de todas as decisões técnicas, principalmente táticas, tomadas durante o trabalho. E, com certeza, ninguém aqui trabalhou para que o objetivo não fosse alcançado. Mas tivemos duas oportunidades e falhamos.”
Moacir Júnior evitou individualizar culpados e ressaltou que seu foco esteve sempre nas questões relacionadas ao futebol, sem transferir responsabilidade para atletas ou outros segmentos do clube.
“Então, assim, não vamos individualizar e nem, em momento algum, transferir responsabilidades para atletas ou para qualquer outro segmento. E, por tanto tempo que eu estive aqui, que eu estou aqui, eu não vim falando em momento nenhum de coisas externas, sempre de futebol e buscando o melhor para a equipe.”
Você pode gostarPatrocinado · MGIDO técnico reconheceu também que o desempenho da equipe caiu na reta final da competição, ponto que considerou evidente e sem espaço para desculpas.
“A equipe, ao longo dessa reta final, teve uma queda brusca. Isso aí é uma coisa evidente. A gente não pode ficar aqui com desculpas esfarrapadas nem com nada. Sempre fui muito correto e direto nas minhas colocações com vocês. Então, agora é realmente deixar aqui, mais uma vez, desculpas ao torcedor por não ter recolocado o CSA na Série C do Brasileiro, que era o nosso objetivo.”
Apesar da eliminação, o treinador afirmou que não faltou dedicação do grupo durante o trabalho, mas que os resultados nos dois jogos decisivos ficaram abaixo do esperado.
“Nós trabalhamos para isso e deixo aqui, com certeza, uma palavra: não faltou, em momento nenhum, como eu falei em outra entrevista, dedicação para que isso acontecesse. Mas, infelizmente, os resultados não vieram agora no final, e as duas oportunidades que a gente teve não foram suficientes, não foi aquilo que nós esperávamos.”
Por fim, o técnico voltou a pedir desculpas ao torcedor e afirmou acreditar que o clube voltará à Série C em outra oportunidade, sem confirmar se permanecerá no comando do CSA em 2027.
“Então, eu deixo aqui, mais uma vez, o meu pedido de desculpas ao torcedor. Com certeza, eu sei da grandeza do clube. O clube vai voltar, porque merece, e não foi dessa vez, mas eu fico, com certeza, na expectativa de que, na sequência, o clube consiga esse objetivo.”
O treinador encerrou dizendo compreender a frustração da torcida e reconheceu que um trabalho considerado bom perde força quando a meta final não é alcançada. A indefinição sobre a permanência no cargo em 2027 foi mantida.

