O elevado número de pênaltis assinalados no futebol brasileiro voltou a ser tema de debate. Em artigo publicado na coluna de Juca Kfouri, o escritor Paulo Egreja registrou 12 penalidades em apenas nove partidas disputadas entre os dias 24 de fevereiro e 2 de março, abrangendo Estaduais, Brasileirão, Recopa Sul-Americana e Libertadores.
Sequência de lances marcados
Segundo o levantamento do colunista, as quatro principais competições do país registraram a seguinte quantidade de pênaltis na última semana:
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- Paulista – Palmeiras x Capivariano; Portuguesa x Corinthians; Palmeiras x São Paulo (semifinal) – 3 marcações;
- Carioca – Flamengo x Madureira; Fluminense x Vasco (3 marcações) – 4 penalidades;
- Brasileirão – Coritiba x São Paulo; Palmeiras x Fluminense – 2 penalidades;
- Recopa Sul-Americana – Flamengo x Lanús – 2 penalidades;
- Libertadores – Bahia x O’Higgins – 1 penalidade.
Comparação com ligas estrangeiras
Egreja cita números do site Transfermarkt para mostrar o contraste entre o Brasil e a Inglaterra. Na temporada 2025/26 inteira da Premier League foram anotados 82 pênaltis, enquanto o Campeonato Brasileiro de 2026 já soma 13 marcações em apenas quatro rodadas, mesmo com partidas adiadas por competições internacionais.
Alvos das críticas
No texto, o escritor atribui o aumento das penalidades a três fatores:
- Uso do VAR – considerado por ele uma “máquina de caçar pênaltis”, já que qualquer contato revisto em câmera lenta pode parecer falta;
- Simulações de jogadores – classificadas como frequentes e incentivadas pela expectativa de revisão de vídeo;
- Pressão de torcedores, dirigentes e comentaristas – que, segundo o autor, pedem marcações quando favorecem suas equipes e protestam quando a decisão é contrária.
“Penalidade máxima” e impacto no jogo
O colunista lembra que o pênalti é a única infração capaz de alterar diretamente o placar e, por isso, deveria ser usado com parcimônia. Para ele, decisões precipitadas nos minutos iniciais condicionam todo o andamento da partida.
Mesmo reconhecendo que envelhecer exige aceitar mudanças no esporte, Egreja ressalta que não considera normal a atual escalada de pênaltis e lamenta que o debate sobre arbitragem tenha ofuscado a própria prática do futebol.
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