Ao final da partida entre Portugal e Espanha, o clima era de despedida no estádio de Dallas. Cristiano Ronaldo, ícone do futebol mundial, admitiu que aquele era seu último jogo em Copas do Mundo. Com 41 anos, o jogador expressou sua trajetória pela seleção portuguesa, marcando um capítulo significativo na história do esporte.
Cerca de 40 minutos antes do apito inicial, os jogadores de Portugal se reuniram no túnel que leva ao gramado, com Ronaldo liderando o aquecimento. O telão do estádio destacou o camisa 7, enquanto a expectativa em torno de sua performance era palpável. Todos estavam cientes de que aquela poderia ser sua última chance em um Mundial, já que o jogador sonhava em estender sua carreira por mais três jogos.
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Contudo, o sonho de Cristiano foi interrompido aos 46 minutos do segundo tempo, quando Merino marcou para a Espanha, garantindo a classificação dos rivais e colocando fim à participação de Portugal na competição. O resultado de 1 a 0 foi um golpe duro para o astro, que viu suas esperanças de conquistar o tão desejado título mundial se esvaírem.
Após o apito final, o telão voltou a projetar o rosto de Ronaldo, agora com lágrimas nos olhos, enquanto os aplausos ecoavam nas arquibancadas, até mesmo entre os torcedores adversários. Era um momento de reconhecimento pela carreira de um dos maiores jogadores de todos os tempos.
“Dei o melhor de mim”, afirmou Cristiano Ronaldo após a partida.
Durante a coletiva, Ronaldo refletiu sobre sua jornada nas Copas do Mundo, onde acumulou 11 gols, mas nunca conseguiu levar seu país a uma final. Sua melhor campanha foi em 2006, sob o comando de Felipão, quando Portugal atingiu as semifinais. Nos Estados Unidos, o atacante balançou as redes três vezes, mas também enfrentou críticas sobre sua permanência como titular da equipe.
A idolatria dos torcedores permaneceu inabalável. Em Dallas, máscaras com o rosto do craque foram vistas nas arquibancadas, e sua música foi a única a ser entoada pela torcida. No entanto, em campo, Ronaldo teve uma atuação discreta, com apenas duas oportunidades de gol defendidas pelo goleiro Unai Simón.
Ao se despedir, demonstrou abatimento, mas também serenidade. Embora tenha confirmado que não participará mais de Mundiais, deixou em aberto a possibilidade de continuar representando Portugal em outras competições, como a Euro de 2028, que ele conquistou em 2016.
“Antes do Cristiano, Portugal não tinha títulos. O principal foi em 2016, que para mim tem a mesma dimensão que uma Copa. Amanhã será um novo dia, e a vida continua”, concluiu Ronaldo.



