Hernán Crespo seguirá no comando do São Paulo, apesar da derrota por 3 a 1 para o Palmeiras, no sábado (24), pelo Campeonato Paulista. A decisão foi tomada na manhã deste domingo (25), quando dirigentes avaliaram que não haverá mudança imediata na comissão técnica.
O técnico argentino irritou setores do clube ao repetir quatro vezes, na entrevista pós-jogo, que a meta da equipe no Campeonato Brasileiro é alcançar 45 pontos — pontuação mínima tradicionalmente associada à fuga do rebaixamento. A fala ocorreu três dias antes do duelo contra o Flamengo, pela primeira rodada do Nacional, no MorumBis.
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Diretoria vê excesso de análise política
Integrantes da cúpula tricolor consideram que Crespo tem se comportado mais como “analista político” ao ressaltar a crise institucional do São Paulo, em vez de focar em correções táticas. O clube vive seu momento mais delicado desde a refundação, em 1935, segundo avaliam cartolas ouvidos pela reportagem.
Dúvidas sobre decisões de campo
Entre as críticas internas estão:
- Defesa mais vazada do Paulista, com dez gols sofridos em cinco partidas;
- Escalação de Calleri como titular contra a Portuguesa e reserva diante do Palmeiras;
- Três mudanças efetuadas no clássico, embora fossem permitidas cinco;
- Três jogos levando três gols em 2026.
Crespo não comentou esses pontos ao fim da partida. Ele apenas reafirmou a meta de 45 pontos e negou que o São Paulo deva projetar voos mais altos neste início de temporada.
Risco no Estadual
Apesar do discurso voltado ao Brasileiro, o São Paulo também lida com ameaça no Paulista. O time só não integra a zona de rebaixamento porque venceu o São Bernardo, enquanto Noroeste e São Bernardo somam a mesma pontuação, mas ainda não triunfaram.
Mesmo incomodada, a diretoria mantém Crespo e cobra reação imediata para que a equipe se afaste da parte de baixo da tabela nos dois campeonatos.


