Em 10 de novembro de 1982, uma quarta-feira à noite, o Corinthians viveu um dos momentos mais marcantes da Democracia Corintiana. Às 21h30, diante de um Pacaembu lotado, a equipe goleou o Taubaté e reforçou a caminhada rumo ao título paulista daquele ano.
O time comandado por Mário Travaglini entrou em campo com sua formação considerada ideal: Sollito; Alfinete (Zé Maria), Mauro, Daniel Gonzales e Wladimir; Paulinho, Sócrates e Zenon (Eduardo); Ataliba, Casagrande e Biro-Biro. Do outro lado, o Taubaté de Cláudio Garcia começou com Victor; Alfredo, Manguito, Luis Carlos e Cleto; Elvio, Carlos Alberto e Carlinhos (Nei); Ronaldo, Rui Rei e Toninho.
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Logo nos primeiros minutos, o Corinthians impôs marcação alta na saída de bola, estratégia que rendeu várias chances de gol. A abertura do placar veio em cobrança de falta de Sócrates, no ângulo, ainda na etapa inicial.
O domínio ganhou contornos de goleada no segundo tempo. Zenon pressionou a defesa, roubou a bola, driblou o goleiro Victor e ampliou. Pouco depois, em cobrança de falta pela direita, a bola ficou viva na área e Sócrates fez o terceiro.
O lance mais lembrado da noite foi o quarto gol. Recebendo passe rasteiro de Zenon pelo lado esquerdo da área, Casagrande dominou e, em sequência de dribles curtos, passou por quatro marcadores antes de finalizar sem chances para o goleiro. A jogada levou o público à euforia e consolidou a atuação considerada uma das melhores daquele elenco.
Naquele momento do Campeonato Paulista, o Corinthians exibia pleno entrosamento técnico e tático, característica que marcaria a conquista do título estadual e reforçaria o simbolismo político do clube no início da década de 1980.


