São Paulo — O Corinthians decidiu não comparecer à abertura do primeiro Grupo de Trabalho de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), realizada na segunda-feira (11), em protesto contra a falta de retorno da entidade às reclamações do clube sobre erros de arbitragem no Campeonato Brasileiro.
O principal motivo da ausência foi o silêncio da CBF diante de um ofício enviado pelo clube que solicitava o afastamento da árbitra Edina Alves Batista de futuros jogos do time. O pedido foi encaminhado depois da derrota alvinegra por 2 a 1 para o Red Bull Bragantino, em 5 de novembro, partida em que a atuação da árbitra gerou forte indignação na diretoria.
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Segundo relatos internos, o presidente Osmar Stábile ficou particularmente irritado após o jogo em Bragança Paulista. Ainda incomodado, ele voltou a criticar a arbitragem nesta terça-feira (12), durante o evento de lançamento do Paulistão 2026, no Pacaembu.
“O Corinthians não resolve problemas de arbitragem. Quem resolve é a CBF. Reclamamos várias vezes, fizemos uma representação, e cabe à CBF afastar a juíza ou não. O problema é que ela errou e precisa ser afastada. Perdemos 12 pontos por causa de erros e estamos revoltados”, afirmou o dirigente na zona mista.
A queixa atual não é isolada. Em 13 de julho, após outra derrota para o Bragantino no primeiro turno do Brasileirão, o clube já havia protocolado documento questionando decisões da arbitragem, sem obter resposta. Situações similares ocorreram em partidas contra Flamengo e Internacional, quando o Corinthians optou por expor publicamente sua insatisfação.
Sem ver mudanças concretas por parte da confederação, a diretoria entendeu que a melhor forma de demonstrar descontentamento era ignorar a reunião convocada pela CBF. Nos bastidores, o clube cobra “medidas efetivas” para qualificar a arbitragem e avalia que o grupo de trabalho iniciado nesta semana não atende a essa necessidade.
