Por SÉRGIO CARVALHO
São Paulo, SP, 5 (AFI) – A situação financeira do Corinthians é considerada crítica. Pesquisas recentes apontam que o clube do Parque São Jorge tem a maior dívida do país, totalizando 2,75 bilhões de reais.
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Em termos empresariais, uma companhia com esse nível de endividamento provavelmente já estaria em processo de falência. No caso de clubes de futebol, contudo, a declaração de falência é mais complexa em razão das normas da FIFA que regulam o esporte a nível mundial.
Segundo a reportagem, o clube atingiu seu limite aceitável de endividamento. A partir de agora, qualquer equívoco da diretoria pode permitir que um associado ou credor ingresse com pedido judicial de falência contra o Corinthians.
O texto alerta especialmente o presidente Osmar Stábile sobre a possibilidade de renovar o contrato do atacante Memphis Depay. O jogador já figura como credor do clube em mais de quarenta milhões de reais, e uma renovação ampliaria o passivo do time, possivelmente além da capacidade de pagamento mesmo com empréstimos ou parcelamentos.
De acordo com a reportagem, a manutenção do vínculo com Depay poderia ser questionada por associados e até levar a ações judiciais, uma vez que compete à presidência zelar pelas finanças do clube.
Atualmente, a lista dos clubes com maior endividamento é a seguinte:
- Corinthians – 2,75 bilhões de reais.
- Atlético Mineiro – 2,66 bilhões de reais.
- São Paulo FC – 2,45 bilhões de reais.
- Botafogo (Carioca) – 2,45 bilhões de reais.
- Palmeiras – 1,78 bilhões de reais.
PALMEIRAS TEM PATRIMÔNIO
O Palmeiras, apesar da dívida que supera 1,5 bilhão, é apresentado como o clube de finanças mais equilibradas entre os citados. Seu patrimônio foi avaliado em 568,9 milhões de reais e a receita anual ultrapassa 1 bilhão, proveniente de venda de jogadores, bilheteria e mensalidades de associados.
SÃO PAULO EM SITUAÇÃO RUIM
O texto aponta que o São Paulo sofreu severos prejuízos financeiros durante a gestão do ex-presidente Julio Casares, e que ele enfrenta risco de desligamento do quadro associativo por erros administrativos. Com a saída de Casares, Harry Massis Junior tem adotado medidas para reduzir gastos e manter a folha de pagamento em dia, evitando aumento do volume de despesas.
Segundo a reportagem, Massis é considerado correto, mas não teria o perfil ideal para permanecer na presidência; ele deve ficar no cargo apenas até dezembro, quando será substituído pelo novo presidente a ser eleito — até o momento, não há nomes anunciados para a sucessão.
O futuro financeiro do Corinthians, portanto, dependerá das decisões da diretoria nos próximos meses, diante do alto nível de endividamento.

