O Corinthians decidiu não enviar representantes à abertura do primeiro Grupo de Trabalho da Arbitragem, realizada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) na última segunda-feira (11), na sede da entidade, no Rio de Janeiro.
Entre os clubes da Série A, apenas Atlético-MG, Corinthians e Fortaleza ficaram ausentes. No caso corintiano, a ausência foi um protesto pela falta de resposta da CBF a um ofício que pedia o afastamento da árbitra Edina Alves Batista de jogos da equipe.
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Motivo do protesto
O clube questiona a atuação de Edina na derrota para o Red Bull Bragantino, na semana passada, quando dois jogadores corintianos foram expulsos e o adversário marcou nos minutos finais. Após a partida em Bragança Paulista, o técnico Dorival Júnior, o executivo de futebol Fabinho Soldado e o presidente Osmar Stabile criticaram duramente a árbitra.
Stabile voltou a tratar do assunto durante o lançamento do Campeonato Paulista de 2026, na Mercado Livre Arena Pacaembu:
“O Corinthians não resolve problemas de arbitragem, quem resolve é a CBF. Fizemos representação; cabe à CBF afastar ou não a juíza. Ela errou e precisa ser afastada. Estamos muito chateados, perdemos muitos pontos com a arbitragem”, declarou o dirigente.
Histórico de reclamações
Não é a primeira vez que o clube formaliza queixas. Em 13 de julho, após outra derrota para o Bragantino, o Corinthians enviou ofício contestando decisões da arbitragem. Contra Flamengo e Internacional, as reclamações foram públicas, por meio de entrevistas de Dorival, Fabinho e Stabile.
Sem perceber mudanças, a diretoria considerou a participação no Grupo de Trabalho inútil. “O Corinthians iria fazer o que lá? Vamos ver nos próximos jogos se a reunião teve ou não efeito”, concluiu Stabile.
Próximo compromisso
O Corinthians volta a campo na quinta-feira, 20 de novembro, às 19h30, diante do São Paulo, na Neo Química Arena, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro.


