A Copa do Mundo de 2026 promete movimentar uma cifra impressionante, estimada em até US$ 40,9 bilhões, refletindo sua importância não apenas para o futebol, mas para a economia global como um todo. Essa atividade econômica deverá sustentar mais de 823 mil empregos, segundo um estudo da OpenEconomics (OE) encomendado pela FIFA.
O montante gerado pela competição se destina, em sua maior parte, à entidade máxima do futebol, sendo distribuído principalmente entre direitos de transmissão, ingressos e hospitalidade, além de patrocínios e licenciamento. As cidades e países-sede também são beneficiados, pois arcam com grande parte dos custos relacionados à infraestrutura, logística e segurança do evento.
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A corrida pelo investimento é visível em diversos setores. A publicidade, por exemplo, será uma das áreas mais favorecidas, com a consultoria WARC Media prevendo que a Copa de 2026 adicionará cerca de US$ 10,5 bilhões aos investimentos globais em mídia e marketing. Essa quantia será destinada a campanhas, patrocínios, ativações e produção de conteúdo em múltiplas plataformas.
Marcas estão se preparando para o evento com antecedência. Um exemplo disso é a convocação da seleção brasileira, que alcançou 96 milhões de pessoas nas plataformas digitais da CBF, demonstrando o potencial de engajamento antes mesmo da competição começar. No Reino Unido, a ITV reportou mais de 220 anunciantes para a Copa, entre eles 70 que nunca haviam anunciado em transmissões de futebol, prevendo um aumento de 30% nas receitas publicitárias em comparação com a Eurocopa de 2024.
O papel do torcedor também se transformou significativamente desde a última Copa, com um aumento na digitalização e no uso de tecnologia, incluindo a inteligência artificial. Isso tem influenciado as estratégias das empresas que atuam no setor esportivo. A Flashscore, plataforma global de resultados em tempo real, por exemplo, está investindo em uma operação que produzirá até 1.500 conteúdos em 13 mercados diferentes. Isso inclui entrevistas com jogadores, ex-atletas, treinadores e analistas, além de vídeos e conteúdo orientado por SEO.
“O comportamento dos torcedores se tornou muito mais diversificado, o que significa que não existe um único formato vencedor. Diferentes formatos cumprem papéis complementares ao longo da jornada do usuário”, afirma Alexandre Vasconcellos, gerente regional da Flashscore no Brasil.
De acordo com Vasconcellos, conteúdos curtos e vídeos são eficazes para engajamento inicial, especialmente em plataformas como Instagram, TikTok e YouTube. Entretanto, conteúdos mais aprofundados continuam essenciais para a retenção, como estatísticas em tempo real, análises de partidas e entrevistas. A visão da empresa é que o sucesso reside na combinação de diferentes formatos para entregar a informação certa, no momento certo e na plataforma adequada.

