África do Sul e República Tcheca se enfrentam nesta quinta com arbitragem totalmente feminina. É apenas a segunda vez na história da Copa do Mundo masculina que três mulheres apitam uma partida.
A partida entre África do Sul e República Tcheca, que ocorrerá nesta quinta-feira, 18, marca um momento histórico na Copa do Mundo de 2026. Pela segunda vez na história da competição masculina, três árbitras femininas estarão em campo para apitar o jogo. Tori Penso será a árbitra principal, acompanhada pelas assistentes Brooke Mayo e Kathryn Nesbitt.
📖 Leia Também
Tori Penso tem um currículo notável, tendo apitado a final da Copa do Mundo feminina em 2023. Esta será sua primeira participação em uma Copa do Mundo masculina, um feito que a coloca em destaque no cenário esportivo. Penso também foi a primeira mulher a atuar na Major League Soccer (MLS) nos Estados Unidos em 20 anos e, em 2025, fez parte do Mundial de Clubes realizado no mesmo país.
A assistente Kathryn Nesbitt, que até 2019 era professora de química, teve uma trajetória interessante antes de se dedicar inteiramente à arbitragem. Ela começou a atuar como árbitra em torneios menores enquanto ainda lecionava, mas ganhou destaque na edição de 2022 e é parte da equipe da MLS.
Por sua vez, Brooke Mayo fará sua estreia na Copa do Mundo masculina nesta partida e também se tornará a primeira árbitra LGBTQIA+ a atuar na competição. Mayo já teve experiência em outros grandes eventos, incluindo o Mundial de Clubes e as Olimpíadas de Paris, em 2024, consolidando sua presença no cenário internacional do futebol.
Esse marco na arbitragem feminina é um reflexo das mudanças que estão ocorrendo no futebol, com um aumento da representatividade das mulheres em funções de liderança e decisão dentro dos campos. A expectativa é de que a atuação dessas árbitras inspire futuras gerações de mulheres que desejam seguir carreira no esporte.

