O Guarani se vê em dificuldade para administrar o contrato do meia argentino Diego Torres, firmado até o fim do próximo Campeonato Paulista, com possibilidade de extensão para a temporada seguinte. A aposta no jogador, que recebe cerca de R$ 130 mil mensais – parte custeada por investidores –, não entregou o retorno técnico esperado.
Torres chegou ao Brinco de Ouro em junho, vindo do Vila Nova-GO. Antes, passou por Amazonas e Novorizontino, sem repetir o desempenho que teve nos tempos de CRB, quando se destacou como articulador de jogadas. No Bugre, o meia vem atuando abaixo das expectativas e tornou-se alvo de críticas internas.
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Na passagem de Marcelo Fernandes pelo comando técnico, o argentino foi utilizado como armador avançado, mas acabou facilmente neutralizado pelos marcadores. Com a chegada de Matheus Costa, passou a atuar mais recuado, iniciando jogadas e realizando inversões de bola, porém com pouca efetividade ofensiva.
Além do rendimento discreto, o salário elevado pressiona a folha do clube. Dirigentes já admitem a necessidade de enxugar o elenco para 2024 e avaliam negociar ou rescindir com atletas que não corresponderam, incluindo Diego Torres.
A maior parte do grupo alviverde possui contratos até o término do Paulistão, o que, segundo fontes internas, limita manobras financeiras e aumenta a urgência por ajustes. O departamento de futebol busca alternativas para reduzir custos sem comprometer o desempenho na próxima temporada.

