A Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil, foi um dos principais temas discutidos na edição norte-americana da Conferência de Futebol (Confut). O evento, que reúne líderes da indústria esportiva, teve início na última quinta-feira (17) e se encerrará nesta sexta-feira (18) no Hotel Double Tree by Hilton, em Nova Jersey, EUA.
Localizado a aproximadamente 16 quilômetros do estádio que sediará a final da Copa do Mundo Masculina entre Espanha e Argentina, marcada para domingo (19), às 16h (horário de Brasília), o congresso se destaca pela relevância das pautas abordadas.
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A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) marca presença no evento pela segunda vez, sendo a primeira participação na Confut Sudamericana, realizada em setembro do ano anterior na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo. A diretora-presidente da EBC, Antonia Pellegrino, enfatizou a importância da participação da empresa nas discussões sobre o futebol feminino, afirmando que “estamos aqui como uma emissora pública que transmite a modalidade no Brasil, que se afirma como a casa do futebol feminino e que apoia o empoderamento feminino por meio do futebol”.
A TV Brasil, emissora pública da EBC, transmite ao vivo o Campeonato Brasileiro Feminino, além das fases decisivas das Séries A2 e A3, e das finais das categorias sub-17 e sub-20. No ano passado, a emissora também exibiu os jogos da seleção brasileira na Copa América Feminina, que ocorreu no Equador e resultou na conquista do título pela seleção canarinho. Durante a competição, foram alcançados 1,17 milhão de lares entre 13 de julho e 2 de agosto de 2025.
A diretora-presidente da EBC participou de painéis sobre a modalidade e a realização da Copa Feminina no Brasil, que ocorrerá entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, em oito cidades-sede: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Roberto Gevaerd, diretor de gestão e inovação da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), afirmou que “em um período inferior a 15 anos, o Brasil terá concentrado os principais eventos esportivos do mundo: a Copa Masculina de 2014, a Olimpíada [do Rio] de 2016 e, agora, a Copa Feminina, que movimentará mais de R$ 8,8 bilhões e gerará mais de 70 mil empregos”.
O Mundial Feminino de 2027 será a décima edição da competição, que teve seu início em 1991, na China. A seleção brasileira, como país-sede, já possui vaga garantida entre as 32 participantes e é uma das poucas seleções que disputaram todas as edições do torneio. Outras 13 seleções garantiram suas vagas por meio das eliminatórias continentais, incluindo Austrália, China, Japão, Coreia do Norte, Filipinas, Coreia do Sul, Argentina, Colômbia, Nova Zelândia, Dinamarca, França, Alemanha e Espanha, atual campeã.
Aline Pellegrino, capitã da seleção brasileira vice-campeã mundial em 2007 e atualmente diretora de Legado e Relações Institucionais da Copa de 2027, projetou que “o Mundial é um canhão muito grande, uma competição consolidada. São muitas oportunidades que teremos de visibilidade para o futebol feminino brasileiro e da América do Sul e alavancar ainda mais a modalidade para todos os parceiros comerciais e consolidar nosso produto”.
A Confut, que foi criada em 2019, terá mais dois encontros programados para este ano: a Confut Sudamericana está marcada para o Rio de Janeiro, de 8 a 10 de setembro, e a Confut Nordeste ocorrerá em Recife, de 8 a 10 de dezembro. Além disso, a primeira edição da Confut Euro está agendada para março de 2027, no Porto, em Portugal.

