52 anos após sua única participação, a República Democrática do Congo volta a um Mundial. O duelo contra Portugal acontece em Houston, às 14h de Brasília.
Na próxima quarta-feira, às 14h (de Brasília), a República Democrática do Congo fará sua estreia na Copa do Mundo de 2026 contra Portugal, em Houston, nos Estados Unidos. Essa será a segunda participação do país no torneio, tendo disputado a primeira vez em 1974 sob o nome de Zaire, quando a seleção foi eliminada na fase de grupos após uma polêmica ameaça de morte.
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A classificação para este Mundial foi marcada por vitórias significativas. Sob o comando do técnico francês Sébastien Desabre, o time conquistou triunfos importantes contra seleções tradicionais, como Camarões, nos acréscimos, e Nigéria, nos pênaltis, na repescagem africana. Na repescagem mundial, a equipe também venceu a Jamaica na prorrogação. O país faz parte do Grupo K, que conta ainda com Colômbia e Uzbequistão.
Historicamente, a República Democrática do Congo já teve cinco nomes diferentes: Estado Livre do Congo, Congo Belga, República do Congo, Zaire e, atualmente, República Democrática do Congo. O período mais sombrio foi o do Estado Livre do Congo, que, sob a administração do rei Leopoldo II da Bélgica, foi marcado por atrocidades e exploração brutal.
A independência finalmente chegou em 30 de junho de 1960, mas, após a independência da República do Congo, o governo decidiu mudar o nome para República Democrática do Congo em 1964, para evitar confusões. Em 1971, o ditador Mobutu Sese Seko renomeou o país para Zaire, que perdurou até 1997, quando o nome atual foi restaurado.
Em 1974, durante a única participação da seleção na Copa do Mundo até agora, o time sofreu uma série de derrotas e, antes do jogo contra o Brasil, os jogadores foram ameaçados de morte por Mobutu caso perdessem por quatro ou mais gols. A partida é lembrada pelo lance polêmico em que o zagueiro Mwepu Ilunga isolou a bola antes de uma cobrança de falta, uma ação que anos depois foi esclarecida como uma tentativa de ganhar tempo.
Para a Copa de 2026, a seleção congolense conta com diversos jogadores atuando nas principais ligas europeias, embora não tenha estrelas de renome como outros países africanos. O principal destaque é Yoane Wissa, atacante do Newcastle, que teve uma excelente temporada em 2024/2025. Outro nome importante é Cédric Bakambu, que, aos 35 anos, defende o Real Betis e tem um histórico de atuações por clubes de renome na Europa.



