A Comissão de Justiça do Corinthians reuniu-se na noite da última quinta-feira, no Parque São Jorge, para esclarecer despesas consideradas suspeitas na gestão do ex-presidente Andrés Sanchez (2018-2020). Dos três ex-dirigentes convocados, somente Matias Ávila, ex-diretor financeiro, compareceu, participando por videoconferência.
O colegiado apura R$ 190 mil em gastos classificados como duvidosos após análise de faturas enviadas pelo departamento financeiro na semana passada. Também foram chamados a prestar esclarecimentos Osmar Basílio, ex-presidente do Conselho Fiscal, e Guilherme Gonçalves Strenger, ex-presidente do Conselho de Orientação (Cori), que justificaram ausência por compromissos pessoais.
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Basilio e Strenger ainda deverão responder às questões da Comissão. As perguntas serão encaminhadas por meio do presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior.
O inquérito interno ocorre paralelamente à investigação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) sobre as mesmas despesas. Há cerca de duas semanas, o Corinthians informou ter concluído o envio de documentos sigilosos solicitados pelo MP e reiterou preocupação com possíveis vazamentos.
Além das suspeitas de uso irregular de recursos, o MP conduz investigação sobre uma eventual ligação do clube com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), tema que surgiu após depoimento prestado por Tuma Júnior.


