Flavio Cobolli, 23 anos e atual 22º colocado no ranking mundial, afirmou que ainda assiste repetidamente aos lances de sua participação decisiva na Copa Davis, competição na qual garantiu o terceiro título consecutivo para a Itália.
O ponto que selou a taça veio na vitória sobre o espanhol Jaume Munar. Após perder o primeiro set, o italiano salvou um tiebreak no segundo e completou a virada. “Foi uma experiência inesquecível. Sempre que posso, revejo os vídeos no celular para sentir de novo aquela emoção”, disse Cobolli ao programa italiano Che Tempo che Fa.
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Tiebreaks decisivos
Os desempates foram a tônica da campanha do tenista em Málaga. Na semifinal contra o belga Zizou Bergs, dois tiebreaks definiram a classificação. O último, no terceiro set, terminou em dramáticos 17-15, com match points de ambos os lados.
“Dentro de quadra você não percebe tudo, apenas joga. Concentrei-me em mim mesmo e deu certo. Às vezes é preciso conter as emoções, porque o adversário repara em cada detalhe”, explicou.
Orientação do pai-treinador
Cobolli atribui parte do sucesso às lições de seu pai e treinador. “Ele sempre diz que, se o rival nota que você está abatido, parte para cima. Fiz questão de não demonstrar qualquer desânimo contra Bergs. Esse foi o segredo”, contou.
Sobre a convivência diária, o jogador admite discussões frequentes, mas garante que elas ficam restritas ao tênis. “Temos personalidades parecidas, então debatemos bastante. Porém, em casa, não levamos nada do que ocorreu na quadra. Ele é quem mais quer o meu bem”, concluiu.

