Fortaleza, Ceará e Sport devem comandar o ranking de folhas salariais da Série B de 2026. Mesmo com cortes profundos após o rebaixamento, as três equipes do Nordeste planejam investir, juntas, R$ 13 milhões por mês em seus elencos.
Somados, os quatro clubes que caíram da Série A em 2025 (Fortaleza, Ceará, Sport e Juventude) gastarão R$ 14,2 milhões mensais na nova temporada, contra R$ 26,5 milhões na elite. A redução de R$ 12,3 milhões representa queda de 46 %. Veja quanto cada um diminuiu:
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- Fortaleza: de R$ 10 mi para R$ 5 mi (-50 %)
- Ceará: de R$ 7 mi para R$ 4,5 mi (-35 %)
- Sport: de R$ 6,5 mi para R$ 3,5 mi (-46 %)
- Juventude: de R$ 3 mi para R$ 1,2 mi (-60 %)
Mesmo reduzindo gastos pela metade, o Fortaleza liderará a Segundona com folha de R$ 5 milhões. A queda de receitas, puxada principalmente pela cota de TV que despencou de R$ 80 milhões para R$ 13 milhões, forçou o ajuste. Ainda assim, o clube projeta orçamento total de R$ 170 milhões para 2026.
O Ceará prepara R$ 4,5 milhões mensais e encurtou a diferença para o rival: de R$ 3 milhões na Série A para R$ 500 mil na Série B. Já o Sport, com R$ 3,5 milhões, enfrenta dificuldade para enxugar contratos herdados da gestão anterior.
As 10 maiores folhas salariais projetadas para a Série B de 2026
- Fortaleza – R$ 5,0 mi
- Ceará – R$ 4,5 mi
- Sport – R$ 3,5 mi
- Goiás – R$ 3,5 mi
- América-MG – R$ 3,0 mi
- Náutico – R$ 2,5 mi
- Criciúma – R$ 2,4 mi
- Cuiabá – R$ 2,2 mi
- Vila Nova – R$ 1,6 mi
- CRB – R$ 1,5 mi
A lista de 2026 tende a ter apenas nove clubes acima da marca de R$ 2 milhões, número menor que os doze registrados em 2025. O Atlético-GO ainda pode entrar nesse grupo.
Entre os recém-promovidos da Série C, o Náutico salta de R$ 1,2 milhão para R$ 2,5 milhões mensais, possibilidade que pode crescer caso o clube acerte a venda dos direitos de transmissão à Liga Forte União (LFU). Dos 20 participantes da próxima Série B, apenas o São Bernardo não é filiado à LFU.
Dos clubes confirmados em 2026, doze já conquistaram acesso em campeonatos por pontos corridos. No recorte nordestino, somente o CRB ainda não subiu desde 2006.
