O Botafogo levou 6 a 1 do Cienciano na altitude de Cusco, na ida das oitavas da Sul-Americana. Para avançar, o alvinegro precisará reverter cinco gols de desvantagem no jogo de volta — algo inédito na história da competição.
A escalação do técnico Franclim Carvalho foi mista e se mostrou ineficaz. O treinador mexeu nas laterais, com Ponte e Marçal nos lugares de Vitinho e Alex Telles, e escolheu Matheus Martins e Kadir no ataque. A equipe não apresentou a combatividade necessária.
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Como o Cienciano abriu vantagem
O time alvinegro começou a partida com dificuldades e, logo aos sete minutos, Marçal já dava sinais de cansaço por causa da altitude. Dos seis gols sofridos, quatro nasceram de cruzamentos, o que evidencia as falhas defensivas. O primeiro do Cienciano saiu de um erro de marcação, aproveitado por Succar de cabeça.
“Sabemos da dificuldade de jogar aqui, estávamos avisados do adversário, das bolas na área, tentamos evitar, não conseguimos”, afirmou o treinador.
O gol confirmado após checagem do VAR
O segundo gol passou por checagem do VAR, por um possível toque de mão, mas foi confirmado. A defesa do Botafogo falhou de novo ainda no primeiro tempo e virou alvo de críticas.
Com o placar adverso, Franclim tentou corrigir a situação antes do intervalo e trocou Kadir e Montoro por Arthur Cabral e Kauan Toledo. Mesmo assim, a equipe não levou perigo real ao gol adversário.
No segundo tempo, Matheus Martins descontou, mas a reação durou pouco: a defesa seguiu aberta e Hohberg marcou o quinto do Cienciano. O Botafogo não teve um único escanteio na partida, contra 14 do adversário — um retrato da dificuldade de criar jogadas ofensivas.
O cenário é ainda mais crítico porque, na história da Sul-Americana, nenhuma equipe reverteu uma desvantagem de cinco ou mais gols em um confronto eliminatório. Antes do jogo de volta, marcado para a próxima quinta-feira, o Botafogo enfrenta o Vitória pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro.



