Após dois dias de precipitação intensa na Costa do Sauípe, as partidas do torneio de tênis voltaram a ser disputadas nesta quinta-feira (data do fato). Mesmo assim, o cronograma sofreu ajustes: o início, previsto para as 11h, ocorreu somente às 15h30 nas quadras Central e 1. A quadra 2 perdeu toda a programação e a quadra 3 recebeu apenas dois confrontos, iniciados às 18h45.
O catarinense Pedro Boscardin, originalmente escalado para a quadra 3, foi transferido para a Central. “A superfície na Central está melhor, mas ainda longe do ideal”, comentou o jogador, que se recordou de uma lesão antiga após prender o pé e cair nos games finais contra o argentino Juan Pablo Ficovich. Boscardin garantirá o melhor ranking da carreira na próxima lista.
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Quem acabou atuando na quadra 3 foi o paraguaio Daniel Vallejo, campeão em Curitiba no fim de semana anterior e algoz de Boscardin naquela decisão. “A quadra já era lenta antes da chuva e ficou ainda mais. Estava difícil, mas igual para ambos”, afirmou. Tanto ele quanto o catarinense consideraram positivos os dois dias extras de descanso, após uma semana desgastante no torneio paranaense.
Matheus Pucinelli, que veio do qualificatório e venceu a estreia na chave principal, teve um dos jogos remanejados para a quadra 3. “Foi um dia muito cansativo com a mudança de horário. Bati bola na quadra 2 mais cedo e estava impraticável”, relatou o paulista. Para ele, o vento — forte na fase de classificação e quase inexistente nesta quinta — foi a principal alteração nas condições de jogo.
Os argentinos Andrea Collarini e Mariano Navone também notaram o piso mais pesado, mas minimizaram o impacto. “É um prazer competir aqui, apesar da quadra lenta”, disse Collarini. Navone ressaltou a dificuldade para deslizar e se surpreendeu com a quantidade de água absorvida pelo saibro.
Mesmo com atrasos e superfície encharcada, a organização manteve o calendário, e os tenistas conseguiram concluir a rodada em condições consideradas aceitáveis pelos próprios atletas.


