O técnico do Portland Trail Blazers, Chauncey Billups, foi libertado na noite desta quinta-feira, 24, em Oregon (EUA), poucas horas depois de ser preso pelo Federal Bureau of Investigation (FBI). Ele é investigado por supostamente integrar um esquema de manipulação de jogos de pôquer ligado a famílias mafiosas.
A operação também resultou na detenção de outras 33 pessoas, entre elas o ala Terry Rozier, do Miami Heat, e o ex-jogador Damon Jones, que atuou no Cleveland Cavaliers.
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Acusações e esquema
De acordo com o procurador do Distrito Leste de Nova York, Joseph Nocella Jr., o grupo atraía “peixes” — apostadores visados por terem alto poder aquisitivo — para mesas fraudadas que contavam com a presença de ex-atletas, chamados de “cartas de rosto”. Billups seria uma dessas celebridades convidadas.
Segundo o FBI, o sistema de trapaça utilizava máquinas de embaralhar cartas modificadas, câmeras ocultas em bandejas de fichas, óculos de sol especiais e dispositivos de raio-X instalados nas mesas para identificar as cartas dos adversários. Após as derrotas, as vítimas eram coagidas a pagar as dívidas por meio de violência e extorsão.
Defesa
O advogado de Billups, Chris Heywood, afirmou em nota que as acusações são infundadas. “Qualquer pessoa que conhece Chauncey Billups sabe que ele é íntegro. Ele não colocaria sua reputação, seu legado no Hall da Fama nem sua liberdade em risco por um jogo de cartas”, declarou o defensor.
Ligação com a máfia
A investigação aponta envolvimento de membros e associados das famílias Bonanno, Gambino, Lucchese e Genovese. Nos casos de Rozier e Jones, a suspeita é de fornecimento de informações internas da NBA para favorecer apostas.
Billups comandou os Blazers na derrota para o Minnesota Timberwolves na quarta-feira, 23, um dia antes da prisão.

