O Bahia deixou a Copa Libertadores de 2026 ainda na fase preliminar ao ser superado pelo O’Higgins, do Chile, nos pênaltis nesta quarta-feira (25), na Arena Fonte Nova. Após a partida, o técnico Rogério Ceni afirmou que o elenco atravessa o “momento psicologicamente mais desfavorável” desde sua chegada ao clube.
“Passa-se um ano para construir uma oportunidade como essa e, em 90 minutos, tudo pode escapar. É um peso gigantesco para o restante da temporada”, declarou o treinador em entrevista coletiva.
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Decisão por Dell na cobrança
Ceni comentou a escolha do atacante Dell, 17 anos, que desperdiçou uma das cobranças. Segundo o técnico, o jogador treinou bem, pediu para bater e apresentava melhor aproveitamento que outros colegas.
“Nestor cobrou o quarto pênalti e não poderia repetir. Entre Dell e Kike, o Dell vinha com aproveitamento superior e assumiu a responsabilidade”, justificou.
Análise do jogo e mudanças na equipe
O comandante avaliou que a partida estava sob controle até o erro que originou o gol chileno, após falha de Ademir. “O primeiro tempo indicava que venceríamos pelo placar necessário. O O’Higgins finalizou uma vez e marcou. Perdemos o controle emocional depois disso”, relatou.
Ceni comparou o time atual ao de 2025: “Antes, era mais técnico e menos agressivo; agora, é mais aguerrido. Não temos o mesmo jogo vistoso, mas vínhamos obtendo resultados.”
Impacto para a temporada
Sem a Libertadores e fora também da Copa Sul-Americana, o treinador admite prejuízo esportivo e financeiro: “É gigantesco ficar sem calendário internacional. Vai demorar para reverter, mas precisamos mobilizar o grupo.”
O Bahia volta a campo sábado (28) pela semifinal do Campeonato Baiano e, segundo Ceni, tentará reagir rapidamente para manter o bom início no Brasileirão — competição em que soma três vitórias.

