A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) reuniu, nesta semana, dirigentes de clubes das Séries A e B para discutir a criação de uma liga nacional unificada. No encontro, a entidade declarou apoio ao projeto, mas condicionou a adesão à participação direta na formulação e na gestão do modelo.
O presidente da CBF, Samir Xaud, abriu a reunião afirmando que o setor vive o momento ideal para iniciar um diálogo coletivo. “Precisávamos organizar o ambiente antes de dar esse passo”, justificou.
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Na presença de representantes da Libra e da Futebol Forte União, grupos que disputam o comando da futura liga, Xaud defendeu que a confederação atue como mediadora, preservando suas atribuições sobre competições, arbitragem e vagas em torneios internacionais. O dirigente descartou a intenção de controlar a liga, mas enfatizou a necessidade de integração institucional.
Meta de estar entre as três maiores ligas
Durante o encontro, o presidente projetou transformar o campeonato brasileiro em um dos três mais fortes do planeta. Para alcançar a meta, citou a implementação de fair play financeiro, revisão do calendário e profissionalização da arbitragem como pré-requisitos já em análise pela entidade.
Embora o discurso seja de conciliação, permanecem divergências entre os clubes sobre direitos comerciais e participação no comando da competição. A Libra não divulgou posição oficial sobre a proposta, enquanto a Futebol Forte União declarou estar aberta às tratativas.

Imagem: Thiago Ribeiro
Sem o reconhecimento da CBF, qualquer formato de liga teria limitações formais dentro do sistema do futebol mundial. Por isso, a discussão sobre o grau de integração entre confederação e clubes seguirá nos próximos encontros.