A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) quer reforçar, junto aos clubes, medidas que desestimulem acusações de “roubo” e questionamentos sobre má-fé da arbitragem no Campeonato Brasileiro. O tema foi apresentado em reunião realizada ontem, em meio às discussões sobre a criação de uma liga única para a Série A.
Motivo
Levantamentos encomendados pela entidade indicam que parte da torcida deixou de assistir aos jogos por falta de confiança nos árbitros. Para a CBF, declarações que insinuam intenção deliberada de favorecer times afetam a percepção de qualidade do campeonato e prejudicam o produto “Brasileirão”.
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Medidas em estudo
A entidade sugeriu a criação de um tribunal administrativo, independente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), para aplicar sanções a clubes, dirigentes, atletas e membros de comissões técnicas que ultrapassem o tom nas críticas aos juízes.
Contexto da liga
A crítica à cultura de reclamação integra o debate sobre melhorias do espetáculo. Dados apresentados pela CBF mostram que o Brasil, em comparação com Inglaterra, Espanha e Alemanha, lidera em cartões amarelos e vermelhos, número de faltas por partida e tempo de análise do VAR, além de registrar a menor aprovação dos torcedores em relação à arbitragem.
Responsabilidade dividida
A direção da confederação ressaltou que a fluidez do jogo não depende apenas dos juízes. Simulações, faltas táticas e outras formas de antijogo são decisões de atletas, enquanto a pressão institucional sobre a arbitragem parte de clubes e dirigentes.

Imagem: Internet
Comportamento à beira do campo
Também foram citadas as reclamações exageradas de comissões técnicas. O técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, por exemplo, será julgado duas vezes no mesmo dia pelo STJD nesta semana por expulsões ocorridas no início do campeonato.
Posicionamento do Palmeiras
Após a reunião, a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, defendeu punições a quem desrespeitar árbitros publicamente. “Eu nunca terceirizo responsabilidade. Queria que dirigentes e jogadores que reclamam também fossem punidos”, afirmou.