A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) apresentou nesta quarta-feira (26), em São Paulo, o seu novo modelo de Fair Play financeiro, que prevê a criação de um órgão regulador próprio e estabelece sanções tanto para clubes quanto para dirigentes que descumprirem as regras.
Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol
Para fiscalizar e julgar os casos, será instituída a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF). O órgão contará com um tribunal composto por especialistas em direito e finanças sem vínculo com clubes. Esse tribunal aplicará as penalidades previstas, que vão de advertência a transfer ban, perda de pontos e até rebaixamento.
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Quatro pilares do Fair Play
O sistema se apoia em quatro pilares:
- controle de dívidas em atraso;
- equilíbrio operacional;
- limitação de custos de elenco;
- controle do endividamento de curto prazo.
Haverá um período de adaptação para alguns desses requisitos.
Fiscalização reforçada
Um “sistema anti-calote” e um departamento de auditoria acompanharão as finanças dos clubes. Três vezes por ano, cada agremiação deverá declarar que está em dia com obrigações junto a outros clubes, jogadores e governos. As informações serão cruzadas com documentos de transferências e registros financeiros.
Punições para dirigentes
O regulamento também atinge administradores, empregados, membros de conselho e controladores. Entre as infrações previstas estão:
- apresentar documentos falsos ou enganosos;
- participar de atos de gestão que violem o regulamento;
- omitir o dever de fiscalizar e coibir irregularidades.
As penalidades incluem suspensão temporária de funções, impedimento de ocupar cargos e até banimento do futebol.
Com o novo modelo, a CBF busca coibir informações incorretas e garantir maior transparência na gestão financeira dos clubes.


