A Corte Arbitral do Esporte (CAS) confirmou nesta sexta-feira a manutenção da cobrança financeira imposta ao Corinthians pelo Philadelphia Union em razão da contratação do volante José Martínez.
O que ocorreu
O Corinthians contestou a obrigação de pagar uma bonificação prevista no contrato firmado com o Philadelphia Union em agosto de 2024. O clube paulista sustentou que não disputou a fase principal da Copa Libertadores de 2025, alegando ter participado apenas da chamada “Pré-Libertadores” e, por isso, não deveria pagar os US$ 100 mil previstos como adicional.
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Como foi a participação do Corinthians
No Campeonato Brasileiro da temporada passada, o Corinthians encerrou a campanha com uma sequência de nove vitórias que garantiu a vaga na Libertadores. Em 2025, a equipe iniciou a disputa pelas fases preliminares: eliminou a Universidad Central, da Venezuela, e na sequência foi derrotada pelo Barcelona de Guayaquil, sendo eliminada antes da fase de grupos. Após a eliminação, o clube passou a disputar a Copa Sul-Americana.
Decisão do CAS
Ao analisar o recurso, o CAS considerou o regulamento da Conmebol e rejeitou a interpretação apresentada pelo Corinthians. O tribunal entendeu que as fases preliminares são parte integrante da Copa Libertadores e que não existe um torneio independente denominado “Pré-Libertadores”. Portanto, a eliminação antes da fase de grupos não afasta a obrigação contratual.
Consequências financeiras e punições
Com a derrota no recurso, o Corinthians terá de pagar US$ 1,425 milhão ao Philadelphia Union, além dos juros de 15% ao ano previstos na decisão. O clube também arcará com multas adicionais e os custos processuais do caso. A punição que impede o registro de novos jogadores por três janelas permanece em vigor.
A decisão do CAS mantém, assim, a cobrança e as penalidades já impostas ao Corinthians no processo envolvendo a transferência de José Martínez.

